Cultura

'King's Man: A Origem': comédia que faz pastiche de '007'

FolhaPress
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É curioso que três meses depois da estreia de "007 - Sem Tempo para Morrer", o ator Ralph Fiennes seja o protagonista deste "King's Man: A Origem", que chega aos cinemas agora - inclusive em Bauru. Isso porque seu personagem é claramente uma cópia de 007, mas que viveu cem anos atrás.

Envolto numa conspiração para deflagrar a Primeira Guerra Mundial, o duque Orlando Oxford, papel de Phiennes, acaba criando a Kingsman, uma organização de agentes secretos que busca salvar o mundo de vilões maquiavélicos e risíveis.

A trama pode, sem problema, se passar por uma obra baseada nas histórias de Ian Fleming. Mas a pegada aqui é mais cômica do que nos filmes de Bond, assim como nas duas outras produções da franquia.

"King's Man: A Origem", porém, é uma "prequência" que se passa no início do século passado e não traz os personagens principais da série, interpretados por Colin Firth e Taron Egerton.

Em 1914, quando o arquiduque da Áustria, Francisco Ferdinando, é vítima de um atentado em Sarajevo, seu amigo Orlando Oxford tenta fazer o seu resgate. A partir daí, o duque lutará com sua equipe contra alguns personagens históricos.

Lutará, principalmente, contra o desejo de seu filho adolescente, Conrad, papel de Harris Dickinson, em se envolver nas batalhas, promessa que faz à mãe do garoto antes de ela morrer.

Inspirados em uma série de quadrinhos, os três filmes até agora - o quarto está programado para 2023 - foram dirigidos por Matthew Vaughn, que também produz e escreve os roteiros. A grande aposta do filme é a veia cômica, mas existe uma linha muito tênue entre graça e pastelão, entre diversão e constrangimento, e nem sempre Vaughn transita com sabedoria nessa corda bamba.

 

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