Tribuna do Leitor

Respondendo ao primeiro, ao segundo e aos terceiros

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Em carta a esta coluna no domingo passado, 2/01, o carnavalesco Tobias Terceiro discorre sobre os benefícios do carnaval e dados, e que a nível Brasil o carnaval teria gerado 25,4 mil vagas temporárias de emprego (números de 2020). No entanto, ladinamente, tenta nos induzir a acreditar que a nível local o carnaval teria a mesma importância econômica.

Resido em Bauru há mais de 60 anos e nunca vi ou soube da existência de alguém que veio a Bauru para assistir ou participar do carnaval. O missivista cita "estudos" sem dar nomes ou detalhes da metodologia empregada e como se chegou à conclusão "economicamente sustentável para o carnaval de Bauru".

Portanto, desafio ao carnavalesco a entregar estes estudos para avaliação do jornalismo do JC e também permitir que ele seja auditado e suas conclusões publicadas. Já que havendo esta sustentabilidade o carnaval poderia se sustentar com as próprias pernas, através de patrocínio das empresas privadas.

Não precisaria explorar o erário público e obrigar a maioria da população, que não gosta e não participa deste carnaval chapa branca, a financiá-lo e o município a utilizar verbas dele na saúde ou nas creches ou para tapar os buracos das ruas.

Não cita também quantas mortes, devido a acidentes nas estradas em uma época chuvosa, quantos roubos, assaltos e latrocínios ocorreram. Quantas mortes causadas por violência, quantas adolescentes e jovens acabaram estes dias com gravidez indesejada e, no caso específico de 2020, qual o efeito na propagação da Covid e quantas mortes isso veio a causar, entre as quase 620.000 ocorridas. Quantas ainda poderão ocorrer se esta irresponsabilidade continuar este ano.

O sr. Tobias infere que outros eventos e cita ainda a Marcha para Jesus que, segundo ele, seriam financiados pelo erário, e, por isto, antes de escrever me informei com os responsáveis pela entidade, sendo afirmado que nenhum centavo de dinheiro público é utilizado no evento, ao contrário do que foi dito pelo senhor Tobias. Mas com certeza o evento da Parada Gay, eufemisticamente chamada de "diversidade", também é financiado com dinheiro público e isto deveria acabar.

Volto a salientar que pessoas como o senhor Tobias são massa de manobra de políticos, que não querem dar a cara a tapas e interesses nem sempre confessáveis de pessoas e empresas que lucram com o carnaval e pouco se importam com pandemia ou gastos do município já endividado.

A sra. prefeita Suellén, por favor, preste atenção nestes "festivos" e carnavalescos e, como diriam os americanos, "Folow the Money" (siga o dinheiro)? para onde iria e onde foram parar as verbas deste e de outros carnavais e que fim deram.

 

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