Tribuna do Leitor

Feira da Gustavo - Folclore bauruense

Paulo De Marchi Sobrinho - advogado
| Tempo de leitura: 2 min

No passado, esta feira livre já andou, esteve na av. Nações Unidas, mas quando esta virou via expressa, instalou-se na rua Gustavo Maciel. Atualmente, caracteriza-se como ponto turístico mesmo na pandemia, dada a grande frequência do público, cresceu e diversificou-se. De cara, você encontra um batalhão de guardadores de carros. O movimento é grande, faça frio ou calor.

Tem mulheres bonitas, tem bêbados, caras vestindo a camisa de seu time de coração, principalmente do Corinthians. Tem desfile de cachorros, de qualquer tamanho, aqueles que andam no colo; desfilam também cachorros de sem teto, fidelíssimos... nunca se perdem dos donos. Certo domingo, um cara desfilou com um cachorro enorme, dócil, mas o bicho achou de dejetar no asfalto, aí, um feirante se propôs a retirar o monte procurando alguém que pudesse emprestar uma pá. Só com pá mesmo, saquinho não resolveu.

Do povo: é gente de todo gênero, tem ricos, pobres e remediados. Nas vendas, predominam os japoneses, a maioria da Vila Indepa, de ambos os lados. Bem, descendo, logo no início, você encontra a banca para mineiros: tem queijos, linguiça, morcela, salames, pimenta de vidro; na esquina tem muda de rosas e outras para comprar, vai descendo que você encontra ao box do meu amigo Ailton, com as cores da Itália, tem "pasta achuta", nhoque, rondelli (manja qui fá bene), lembra a Cantina Fiorentina, de Campinas, situada naquele famoso largo onde não há discriminação, héteros ou não. Aí vai, box de sushi, tempurá, yakisoba, tudo no choyo. E os pastéis? Que delícia, se não tiver cadeiras e mesas, sente-se na sarjeta mesmo e deguste. Verduras aos montes. Tem jiló, kabotchan, maxixe, cambuquira, frutas.

Descendo mais tem o músico deficiente ocular, que certa vez atendeu meu pedido e tocou "Tema de Lara", é mole? Faz sucesso, ainda mais agora que usa uma peruca nova; no último domingo, teve show de uma bêbada fazendo suas alegorias na frente do órgão.

Para não ir tão longe, chegamos à Feira do Rolo. Ah, feira do rolo! É "sui generis". Tem enxadas, ou só o cabo, tem martelo com cabo ou sem cabo, mini-garapeira, moedas antigas, relógios "suissos" antigos, suíço eu não vi, tem os novos de procedência internacional, pedal de bicicletas, chaves de boca, chave inglesa enferrujada, panela véia (não aquela do Sérgio Reis), mas de ferro, tem boneca com braço e sem braço, tênis All Star, roupas e também tem LP do Roberto Carlos, do tempo em que lançou a música "Na Estrada de Santos". Antiguidades para encher qualquer museu.

Na época de eleições, é palco para os políticos fazer campanha, até nossa, epa... permita-me antes enaltecer a tua beleza, digo, nossa prefeita esteve lá na sua campanha, não é querida? Sempre acompanhada do seu vice, dr. Orlando Costa Dias, o médico que remendou meus ossos.

Faltou alguma coisa? Sou o quê? Presunçoso? Curioso? Xereta? O fato é que, como o agora saudoso amigo Bill fazia todos os domingos, sem carregar sacola. Só futing.

Eu também adoro estar lá!

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