A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE), prendeu um homem de 33 anos, na segunda-feira (10), em Bauru, acusado de estuprar a própria filha há seis anos. A reportagem não irá identificar o pai para preservar a vítima, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A menina tinha 7 anos na época do crime e hoje tem 13 anos.
Os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão expedido nos autos do processo, que corre na 1ª Vara Criminal Foro de Bauru, expedido em 14/12/2021, artigo 217-A, com condenação de 16 anos de reclusão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável.
Com o mandado, os policiais civis foram até a residência do homem e foram recebidos pela mãe dele, que informou que ele estava em serviço e que retornaria por volta das 18h.
Ao retornar para a casa, o sentenciado foi abordado pelos policiais e informado do mandado de prisão expedido em seu desfavor. Eles comunicaram a mãe do detido e providenciaram a condução do mesmo até a delegacia.
Realizadas as comunicações de praxe, foi solicitada vaga junto à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para a transferência do preso.
O CRIME
A mãe contou no registro do boletim de ocorrência (BO) que estava separada do pai dos seus três filhos, quando a menina, de 7 anos, foi passar uma final de semana com ele. Segundo relatado pela criança, os dois foram a uma festa no sábado à noite e o pai ficou bêbado.
Quando voltaram para casa, ele tirou a roupa dela e cometeu o abuso. A menina gritou porque doeu e pediu para ele parar. O pai, então, teria pedido à filha para não contar o que tinha ocorrido a ninguém porque senão ele iria morrer.
De acordo com o descrito no BO, a criança só revelou o que tinha acontecido porque viu uma reportagem na televisão sobre abuso sexual e contou a uma tia que o pai tinha feito a mesma coisa com ela.
Segundo relato da criança, o abuso ocorreu uma vez. A mãe informou no BO que a filha mudou de comportamento, passou a ser bem mais agitada e que foi a única vez que a menina foi para a casa do pai. Disse, inclusive, que ele parou de procurar os filhos depois do crime.