Bruxelas - A crise de segurança na Europa ganhou mais tintas sombrias nesta quarta (12), após o fracasso nas conversas entre uma delegação russa e a Otan (aliança militar liderada pelos EUA).
Coube ao secretário-geral do clube, o norueguês Jens Stoltenberg, fazer o anúncio de resto previsível. "Há diferenças significativas entre a Otan e a Rússia, que não serão fáceis de acomodar.".
Por outro lado, disse a repórteres, "há um risco real de conflito armado na Europa". A negociadora americana, Wendy Sherman, afirmou que "se os russos deixaram a mesa de negociação, ficará claro que eles nunca foram sérios nas suas intenções".
De fato, desde 2019 não havia um encontro do chamado Conselho Otan-Rússia, e ambos os lados romperam relações diplomáticas no ano passado. Para o problema mais urgente, a crise na Ucrânia, ainda há mais névoa do que claridade.
NOVO ENCONTRO
Haverá encontro final, nesta quinta (13), em Viena, com a presença dos ucranianos.
O fato de o encontro em Bruxelas, que durou quatro horas enquanto a reunião de Genebra estendeu-se por sete, ter ocorrido com os russos fazendo exercícios militares com munição real na fronteira com a Ucrânia deu o tom geral.