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Covid: estoques de testes estão no fim

Estadão Conteúdo
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Brasília - A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alerta para a possibilidade de falta de testes de antígeno e PCR (o molecular, tipo mais preciso), se estoques de insumos necessários para a realização de exames laboratoriais para o diagnóstico da Covid-19 não forem repostos "rapidamente".

A Abramed diz não saber até quando os laboratórios conseguirão atender a demanda por exames, que cresceu principalmente por causa da alta transmissibilidade da variante Ômicron, e recomenda parar de testar casos leves da doença.

"Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil", informou o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, em nota. "Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento", alerta o executivo.

A entidade disse preparar nota técnica para os associados pedindo pela priorização de pacientes a serem testados. "Recomendamos fortemente que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais", apontou Shcolnik.

Nesse sentido, a Abramed pede que testes não sejam aplicados em "assintomáticos e pessoas com sintomas leves". Aqueles com quadro leve devem permanecer em isolamento.

MÉDICOS FAZEM ALERTA

Com unidades de saúde superlotadas, falta de medicamentos, equipes exaustas e doentes, médicos da APS (Atenção Primária à Saúde), que atendem nas unidades básicas de São Paulo, farão nesta quinta-feira (13), às 19h30, uma assembleia para decidir se entram em greve.

A situação se agravou nas últimas semanas com o avanço da variante ômicron e a epidemia de gripe influenza, que levaram ao afastamento de cerca de 1.600 funcionários da saúde municipal, um aumento de 111% em relação ao início de dezembro. A rede estadual também vive problema semelhante.

Os afastamentos de profissionais da saúde por Covid ou síndrome gripal se tornaram um dilema em todo o país e afetam também até 10% da força de trabalho de hospitais da rede privada, segundo a Anahp (Associação dos Hospitais Privados de Saúde). A situação impulsionou o Ministério da Saúde a reduzir de 10 para 5 dias o período de isolamento de pacientes assintomáticos de Covid.

Entre as reivindicações dos médicos da rede municipal paulistana estão a contratação de mais equipes para atendimento e pagamento das horas extras. Muitos profissionais dizem que estão sendo convocados para trabalhar aos sábados sem pagamento adicional.

O município não comentou a reivindicação da categoria.

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