Será que a sra. prefeita sabe que os servidores públicos municipais quando se aposentam param de receber o vale-alimentação, suprimido no governo Rodrigo Agostinho? Não estou falando do vale-refeição ou vale- transporte, esses sim concordo que devem ser retirados após o afastamento por aposentadoria, afinal, o aposentado ou pensionista não se desloca mais para trabalhar e nem necessita fazer suas refeições fora de casa, mas seus familiares e... ele próprio, continuam a fazer compras para suas necessidades alimentares, conheço inúmeros
Servidores que não pedem aposentadoria para não perderem esse benefício, são R$ 500,00 nos dias atuais, que faz muita diferença no fim do mês. Conheço também outros que estão passando dificuldades por ficarem sem esse benefício. Ao ver a proposta da sra. prefeita percebo algumas inconstâncias: 10,06% de reajuste repõe apenas a inflação acumulada no ano, não contempla anos anteriores e não repostas pelos "valorizadores" dos servidores Rodrigo e Gazzetta, eleitos sob essa bandeira. Outra coisa, o aumento do vale-alimentação está favorecendo apenas servidores da ativa, já que inativos não o recebem e ainda vão enfrentar essa alíquota previdenciária que querem lhes impor após sua aposentadoria. Na minha modesta opinião e já que a sra. prefeita, por sua formação religiosa, se diz justa, deveria valorizar a todos, ativos e aposentados indistintamente, aplicando esses 10,06% que diz ser possivel no momento no vale-alimentação e dando um reajuste com índice um pouco maior a todos.
Aposentados e pensionistas da Funprev também comem e votam, deixá-los à míngua não é bom negócio e prefeitos anteriores vão sentir isso na pele brevemente, são formadores de opinião experientes que podem mudar o rumo político em eleições. Se recebem promessas que não foram cumpridas na ativa ou veem direitos adquiridos serem suprimidos na inatividade, o que podem fazer é nas próximas eleições passarem a não acreditar mais nessas figuras políticas e jogarem contra.
Isso não é uma ameaça, é apenas opinião e sugestão pessoal, pois não posso falar por todos, mas acho que seria o mais viável no atual momento.
O autor é colaborador de Opinião.