Os indícios de que a pandemia da Covid-19 em Bauru enfrenta sua quarta onda seguem cada vez mais evidentes neste início de 2022. Além de novas mortes (leia mais abaixo), a cidade contabilizou 2.923 casos positivos da doença somente nos primeiros 18 dias de janeiro. Desde julho do ano passado, quando foram notificadas 4.946 confirmações, o montante registrado em cada mês, separadamente, não era tão alto.
Julho de 2021 é considerado um período significativo por representar um momento em que Bauru dava, de forma lenta, os primeiros sinais da dissipação da terceira onda da doença, que chegou a contabilizar 7.740 casos positivos no pico, registrado em junho. Este número, inclusive, foi o maior mensal já visto em toda a pandemia até hoje.
No boletim epidemiológico desta terça-feira (18), consta que Bauru possuía, em quase 22 meses de Covid-19, um total de 62.979 casos positivos e 1.251 óbitos.
Conforme o JC noticiou, a quarta onda já mostrava seus indícios iniciais na primeira semana de janeiro deste ano, quando a cidade, em apenas sete dias, contabilizou 660 novos registros do novo coronavírus.
Em razão do número expressivo, a Secretaria Municipal de Saúde resolveu retomar, em 11 de janeiro, a divulgação diária dos boletins epidemiológicos, que, no fim do ano passado, começaram a ser publicados de forma semanal por conta da então baixa quantidade casos.
Assim, entre 11 de janeiro e ontem, os patamares diários das novas confirmações da doença variaram bastante, entre 100 e 800 registros (este volume mais alto foi contabilizado após o fim de semana, uma vez que não houve divulgação no sábado e domingo e o balanço veio acumulado na segunda-feira).
MÊS A MÊS
Além dos 2.923 novos casos, janeiro contabilizou, em seus 18 dias, um total de 11 mortes. Para fins comparativos, dezembro de 2021 inteiro somou 381 confirmações da doença e três óbitos. Em novembro, foram 446 registros e quatro vítimas fatais.
Outubro teve, por sua vez, 360 novos casos da Covid-19 e cinco mortes. Já setembro contabilizou 261 registros positivos, mas 18 óbitos, possivelmente decorridas ainda da chamada terceira onda.
Em agosto, houve 2.327 novos casos e 40 mortes. Em julho, mês em que a contaminação começava a dar os primeiros sinais tímidos de arrefecimento, foram 4.946 positivados e os óbitos chegaram a 113 registros.
Em junho, quando houve pico da terceira onda de casos, 7.740 exames resultaram positivos para o coronavírus, que, naquele mês, tirou a vida de 170 bauruenses.
Em maio, foram 5.428 novas confirmações, com 132 mortes. Em abril, 5.204 casos positivos e 176 óbitos.
Em fevereiro, houve 3.022 novos registros da doença e 63 vítimas fatais. Em janeiro de 2021, quando a cidade também passava por aumento de casos dada a segunda onda, 4.516 exames resultaram positivos para Covid-19 e 55 pessoas morreram com a doença.
LEITOS E OCUPAÇÃO
Embora a contaminação esteja em crescimento agora, as internações são menores do que nas outras ondas da pandemia, um reflexo claro da vacinação (leia mais na página ao lado). Bauru, inclusive, passou por uma desmobilização de leitos destinados à Covid-19 em razão da queda de casos no fim de 2021, o que, agora, tem gerado certa preocupação nas autoridades.
Nesta terça-feira (18), o hospital de campanha instalado no prédio da USP de Bauru estava com 100% de lotação nas 10 UTIs e 80% de ocupação nos 20 leitos de enfermaria.
No Hospital Estadual (HE), dos 19 leitos clínicos, 11 eram ocupados por pacientes da Covid-19 nesta terça (18). Já na UTI, dos nove leitos para cuidados respiratórios - que atendem pacientes com o novo coronavírus e outras doenças -, apenas um estava ocupado por paciente com a Covid-19.
Em nota, a Secretária de Estado da Saúde diz que, "se necessário, ampliará a assistência exclusiva" para a doença.