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Bolsonaro visita Suriname e Guiana

Agência Brasil
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Paramaribo - O presidente da República, Jair Bolsonaro, está no Suriname, em visita oficial, para tratar com o presidente do país vizinho, Chandrikapersad Santokhi, de acordos bilaterais em áreas como energia, infraestrutura, segurança e defesa.

O avião com o presidente pousou na capital, Paramaribo, por volta das 13h desta quinta-feira (20). Após ser recepcionado, Bolsonaro se deslocou para o palácio presidencial onde participou de um almoço com Santokhi e o presidente da Guiana, Irfaan Ali. Os três chefes de Estado vão discutir projetos de interesse comum.

Além das questões na área de energia e infraestrutura, os líderes também devem discutir agendas nas áreas de comércio, investimentos, segurança, defesa, cooperação técnica e questões da pauta regional.Hoje  (21), Bolsonaro fará uma visita à capital da Guiana, Georgetown.

"A viagem presidencial ocorre no contexto do fortalecimento das relações bilaterais, em cenário de retomada do diálogo estratégico entre os governos e de perspectivas de maior desenvolvimento econômico e social no Suriname e na Guiana, impulsionado pelas descobertas recentes de petróleo e gás", informou o Ministério das Relações Exteriores.

NOVAS VIAGENS

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve realizar uma visita à Hungria para um encontro com o líder ultranacionlista do país, Viktor Orbán. A passagem do brasileiro por Budapeste está sendo organizada para ocorrer após a agenda em Moscou, em meados de fevereiro.

Orbán, com histórico de atuar contra a oposição e a imprensa local, é referência para aliados do mandatário brasileiro, entre eles o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele é considerado hoje um dos principais líderes da ultradireita na arena internacional, ao lado do próprio Bolsonaro.

O líder húngaro chegou ao poder em 2010 e promove a defesa do que chama de valores conservadores cristão. Tem ainda uma forte agenda contra a imigração e atuou para limitar direitos de homossexuais. A ofensiva de Orbán contra direitos LGBTQIA o colocou ainda em rota de colisão com órgãos da União Europeia.

EMBRAER

Além do encontro de dois líderes politicamente alinhados, a expectativa da diplomacia brasileira é tentar usar a viagem para ampliar exportações na área de defesa para o país europeu. A Hungria foi um dos países que assinou contrato para compra da aeronave militar KC-390, da Embraer.

Interlocutores também destacam que o país, dentro da União Europeia, apoia reivindicações do Brasil como a ratificação do acordo comercial assinado pelo bloco com o Mercosul.

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