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Sindicato aponta desfalque de até 300 bancários por Covid na cidade

MarcelE Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

A Covid-19 já gera um desfalque de até 300 bancários nas agências de Bauru. A informação é do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região (Seeb) e se refere aos profissionais positivados para a doença, aos afastados - esperando resultados de testes ou contactantes - e aos que estão em home office em razão de comorbidades. A entidade, que cobra melhorias nas medidas sanitárias adotadas por alguns bancos, pede uma reunião com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir o assunto. A instituição, por sua vez, diz não ter sido informada dos números do desfalque e alega que os estabelecimentos têm mantido rigor nos protocolos.

De acordo com o coordenador do Seeb Bauru, Paulo Tonon, a cidade possui 1 mil bancários e 60 agências. Três delas, segundo ele, estavam fechadas nesta quarta-feira (19) e outras dez tinham atendimento restrito em razão dos desfalques em questão. Os endereços não foram fornecidos.

"Tem agência que ficou só com cinco funcionários presenciais e teve que fechar", exemplifica Tonon. "Essa situação de desfalque físico nas agências impacta diretamente no atendimento ao cliente, que piora. Além disso, adoecem por sobrecarga os bancários que ficam trabalhando presencialmente", avalia.

Segundo ele, o cenário está tão crítico que afetou até mesmo a eleição do sindicato. "O pessoal está tão sobrecarregado que nem consegue nos receber nas agências. Há um risco de falta de quórum", aponta o líder sindical.

PROTOCOLOS

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região reclama que houve a flexibilização de protocolos sanitários por parte de alguns bancos na cidade. Conta que chegou até a realizar denúncias sobre esse quadro ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Um dos principais pontos criticados é o não encerramento de expediente de agências no mesmo dia em que há a confirmação de caso de Covid-19 entre os funcionários. O sindicato cobra que todos os profissionais sejam testados e que, em caso de surto, a unidade seja higienizada por empresa profissional. "Os bancos funcionam em ambientes fechados e o risco de contágio é grande", comenta Tonon.

O sindicato quer ainda que, durante a quarta onda da Covid-19, a capacidade das agências volte a ser limitada e que a jornada dos bancários passe a ser reduzida novamente, das 10h30 às 14h. Hoje, os estabelecimentos têm funcionado das 10h30 às 16h.

OUTRO LADO

Em nota, a Febraban não informa se realizará o encontro com o Seeb. Diz apenas que continuará dialogando com os sindicatos sobre todas as etapas de evolução da pandemia.

Sobre as críticas feitas, a instituição alega que os bancos mantêm o rigor nas medidas sanitárias, "não sendo verdadeira a afirmação de sindicatos de que há associação do aumento de casos de contaminação aos protocolos adotados".

Em relação ao montante de desfalques, a Febraban diz que não foi informada sobre o número de postos de trabalho que estão sob o protocolo sanitário. A Federação ressalta ainda que, quando não são realizados testes, cumpre-se o período de quarentena completo.

"Esses fechamentos variam diariamente e podem ocorrer por algumas horas ou até um dia, de acordo com o tamanho e localidade da agência. O número de agências fechadas em todo o País chegou a 809 em 10 de janeiro, reduzindo-se para 520 no dia 11, 818 no dia 12, 740 no dia 13, 641 no dia 14 de janeiro, 902 no dia 17 e 620 no dia 18", informa.

Por fim, a Febraban avalia que o processo de higienização das agências bancárias que tiveram casos confirmados "não impacta a capacidade de atendimento, que permanece plenamente operacional, em complemento aos canais de atendimento digitais, tanto pela Internet quanto pelos aplicativos, onde os clientes podem realizar quase que a totalidade das suas transações bancárias".

 

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