Santiago - O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, divulgou na manhã desta sexta-feira (21) os ministros que formarão seu governo a partir do dia 11 de março. Entre os 24 cargos anunciados, prevalecem nomes moderados, muitos dos quais vinculados ao Partido Socialista, que integrou a coalizão de centro-esquerda Concertação, e à Apruebo Dignidad, aliança pela qual o ex-líder estudantil concorreu à Presidência.
A média de idade do novo ministério é de 49 anos e reflete a mudança geracional que a eleição de Boric, 35 anos, o mais novo a ser escolhido para o cargo, significa. O gabinete também terá maioria feminina, com 14 mulheres e dez homens, e maior representatividade das diferentes regiões do país: nove dos selecionados pelo presidente eleito são de áreas fora da zona metropolitana da capital Santiago.
O ministro da Fazenda será Mario Marcel, do Partido Socialista, que até esta quinta (20) era o responsável pelo Banco Central. Considerado moderado, ele, que participou de diversos governos depois do fim da ditadura militar no país, terá a missão de acalmar os mercados que se inflamaram no dia seguinte à vitória de Boric.
Uma das estrelas da campanha, a médica Izkia Siches, estrategista da reta final da disputa, será a primeira mulher a comandar o Ministério do Interior.
Outro destaque entre os ministros escolhidos é a ex-deputada Maya Fernández Allende, neta do presidente socialista Salvador Allende, derrubado no golpe de Estado de 1973.