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Advogados deixam defesa de Jairinho do 'caso Henry Borel'

FolhaPress
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Rio de Janeiro  - A equipe de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o 'Dr. Jairinho', deixou o processo que investiga a morte do menino Henry Borel, 4, de quem era padrasto. Ao lado de Monique Medeiros, mãe de Henry, o ex-vereador é acusado pelo homicídio da criança.

Advogado que encabeçava a defesa de Jairinho, Braz Sant'anna disse que deixou o caso por questões pessoais e que, por imposição legal, continuará à frente do processo por 10 dias, até que uma nova equipe de defesa assuma o caso.

SUPOSTAS AMEAÇAS À MÃE

A renúncia acontece pouco mais de um mês após a defesa de Monique afirmar que a advogada Flávia Fróes, contratada por Jairinho para fazer uma investigação defensiva, a visitou na cadeia, onde teria feito ameaças.

Na versão dos advogados, Froés teria tentado coagir Monique a assinar um documento assumindo a culpa pela morte do filho. Em nota, a advogada diz que as acusações são falsas.

O CASO

Monique e Jairinho estão presos desde abril do ano passado, um mês depois da morte do menino. Em maio, o casal teve a prisão convertida em preventiva (sem prazo) e foi denunciado por homicídio triplamente qualificado.

O Ministério Público argumenta que Jairinho cometeu o crime por prazer em machucar o menino, enquanto Monique teria vantagens financeiras.

Um exame de necropsia concluiu que as causas do óbito foram hemorragia interna e laceração hepática (lesão no fígado), produzidas por uma ação contundente (violenta).

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