Às vezes, me surpreendo,
chorando…
Que explicação haveria para tanto?
Outras, me vejo, alegremente
cantando,
sem poder explicar, como no caso
do pranto.
Existem motivações plausíveis,
eu sei:
lembranças, no imo d'alma
guardadas,
afloram, mostrando-me tudo pelo
que já passei,
e que nessas ocasiões, são-me
mostradas.
Homem sou, que chora, sorri e
canta, dependendo das
circunstâncias vividas.
Assim eu vivo, pois, além de alegrias
e flores, guardo espinhos e feridas.
A vida tem encantos, desencantos
e segredos,
ora se chora, ora se ri ou canta,
para cada dia vivido, sempre
haverá enredos.