Saúde

Brasileiros querem mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Estadão Conteúdo
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A personal trainer Brenda Oliveira, 27 anos, pediu demissão de seu emprego fixo e ficou só com as aulas particulares; a bancária Carolina Ferraz, 43 anos, trocou de cargo e reduziu sua remuneração; e a gestora educacional Denise Lourenço, 41 anos, deu um basta nas reuniões intermináveis e inseriu atividades de bem-estar no dia a dia. Em comum, elas decidiram criar uma rotina capaz de equilibrar vida pessoal e profissional, mesmo que significasse reduzir a renda ou diminuir a estabilidade.

Para as profissionais, os traumas da pandemia foram vitais para criar novas prioridades e compatibilizar a vida financeira com o bem-estar. Apesar dos mais de 14 milhões de desempregados no País, elas não estão sozinhas nessa nova realidade. Pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Randstad mostra que 81% dos brasileiros querem mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O resultado da pesquisa, que ouviu mais de 27 mil pessoas de 34 países, revela um fenômeno chamado de "a grande iluminação". O presidente da Randstad, Fabio Battaglia, avalia que a visão de que é necessário mudar aspectos das carreiras ocorre mais nas posições administrativas, cujo pessoal foi em peso para o home office e teve de conviver com as atividades pessoais e profissionais dentro de casa. Nas áreas operacionais, isso não ocorre ainda. 

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