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Mutirão de hanseníase atende 25 pessoas neste sábado


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O Centro de Referência em Moléstias Infecciosas (CRMI), em parceria com os profissionais da Policlínica e o Serviço de Orientação e Prevenção do Câncer (SOPC), realizou ontem o 2º Mutirão de Avaliação dos Casos Suspeitos de Hanseníase em Bauru. No total, 25 pessoas foram atendidas durante a ação. Quatro foram encaminhadas como casos suspeitos de hanseníase, seis foram direcionadas para o SOPC e nove serão avaliadas na Policlínica. Segundo a Prefeitura de Bauru, pessoas com sintomas como manchas na pele, sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos, perda de pelos em algumas áreas, redução da transpiração, inchaço e dor nas mãos, pés e articulações, febre e mal-estar e caroços no corpo devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência para avaliação e encaminhamento a um serviço de saúde especializado.

JANEIRO ROXO

A ação deste sábado faz parte das atividades previstas pela Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria de Saúde, para a campanha Janeiro Roxo, que visa conscientizar sobre prevenção e tratamento à hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda enfrenta estigma e preconceito.

Segundo a Secretaria, em Bauru, durante 2021, oito pessoas tiveram contato com a hanseníase. Em 2020, esse total era de onze diagnosticados. Em 2019, foram confirmados sete casos. "A pandemia atrapalhou muito as ações de busca ativa nas unidades, pois os atendimentos de rotina estavam suspensos, o que ocasionou queda nos casos em 2020 e 2021", diz Islaine Maressa Lira Pelegrina, enfermeira chefe do CRMI.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica que cerca de 30 mil novos casos da doença são identificados todos os anos, mo território nacional. Segundo dados de 2021 da Fiocruz, o Brasil ocupa a 2ª posição no mundo em maior número de casos, entre os países que diagnosticam a doença.

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