Política

Vereador Segalla cobra prefeita sobre abandono de escola

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

O esforço do governo municipal de Bauru em justificar a aquisição de 16 imóveis pelo valor total de mais de R$ 34 milhões do orçamento da Secretaria de Educação de 2021, para o vereador José Roberto Segalla (DEM), apenas mostra a falta de planejamento na aplicação dos recursos públicos. O posicionamento do vereador ocorreu após ele receber denúncias de pais de alunos e fazer uma vistoria na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Maria Chaparro Costa, localizada no Santa Edwiges.

Segalla oficiou a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) pedindo providências específicas para a escola. Citando a publicação do Jornal da Cidade/JCNET, em sua edição de segunda-feira (25), quando foi retratada a situação precária de outra unidade escolar, a Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, o vereador opinou que são exemplos de como a prefeitura vem cuidando dos prédios escolares. "A situação é de descaso e abandono. A prefeitura precisa ser mais rápida na solução desses problemas, além de intensificar as blitz em prédios públicos. Os pais de alunos estão indignados e revoltados com essa situação", afirmou. A matéria do JC mostrou a necessidade de nova transferência dos 430 alunos matriculados na escola do Parque Bauru, devido à paralisação das obras, sem previsão de conclusão, conforme informou a prefeitura para a conclusão da matéria.

Como mostrou a reportagem, até um cavalo pastava no local devido ao matagal, e onde também havia muito lixo espalhado. Na Emef Maria Chaparro, o vereador identificou problemas graves, mas que, em sua opinião, poderiam ser solucionados com um pouco mais de atenção e planejamento por parte do Executivo. Entre eles, citou salas com o forro cedendo, portas de correr emperradas, sala de informática sem condições de uso, alambrados danificados e degraus com buracos e rachaduras, além de constantes invasões e furtos relatados pelos pais ouvidos.

Com o retorno das aulas, o vereador critica o fato de as reformas e ajustes ainda não terem sido realizados. "Não dá para ficar o ano letivo inteiro apagando incêndio ou esperar que algo grave ocorra para tomar as devidas providências. Já tivemos um exemplo disso no ano passado, quando três crianças ficaram feridas após o forro da sala de aula desabar em uma escola estadual, na Vila Ipiranga", lamentou.

Érica Messias de Oliveira, que reside no bairro e este ano terá os dois filhos, de 6 e 10 anos, estudando na Maria Chaparro, confirma a precariedade do local e a falta de segurança, apontada pelo vereador. Desde o ano passado a escola está sem parte da fiação elétrica, que foi furtada.

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