O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) minimizou o impacto da crise na Ucrânia na visita prevista do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Moscou e disse acreditar que a Rússia está fazendo "pressão" e "exercendo o direito de espernear" contra o avanço da Otan, a aliança militar ocidental, no leste europeu.
"Não acho que [a crise] vá piorar daqui para lá [até a viagem de Bolsonaro, em meados de fevereiro]. Não acho que a Rússia vá tomar uma atitude de invadir, a Rússia está fazendo uma pressão. Uma das formas de buscar intervir em algum assunto é fazer uma manobra militar. É o que ela está fazendo", disse Mourão, na manhã desta segunda-feira (31), ao chegar ao Palácio do Planalto.
Questionado se a viagem de Bolsonaro seria vista como um endosso às pretensões russas, Mourão disse que o Brasil está afastado do conflito. Para o vice, o País não pode abrir mão de interesses comerciais: "o Brasil faz parte de um grupo com a Rússia que é o Brics [também formado por Índia, China e África do Sul], além de ter uma parceria. É um país importante para que a gente tenha negócios, não podemos abrir mão disso aí."