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Mato alto: população cobra ação eficaz e mais rápida da prefeitura

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 4 min

A Prefeitura de Bauru vai reajustar o valor a multa em R$ 3,00 o metro quadrado para o munícipe que não efetuar a limpeza de terrenos particulares baldios, calçadas, casas e construções abandonadas. A informação foi divulgada na última terça-feira (1), em resposta às inúmeras reclamações de munícipes sobre o estado de abandono verificado em vários bairros. Mas a população ainda questiona: quem vai multar a prefeitura quando o abandono ocorre em áreas municipais?

O JC verificou que a administração tem priorizado o corte de mato alto em áreas de maior fluxo de pedestres e veículos, como as grandes avenidas. Mas nas regiões mais afastadas do Centro, o cuidado não é o mesmo.

Um exemplo disso, constatado pela reportagem, é na Comendador José da Silva Martha. A avenida que corta diversos bairros de Bauru está com a poda em dia na região Sul, da linha férrea para cima. Já no sentido oposto, na parte mais afastada do Jardim Estoril, o mato não recebe poda há bastante tempo. Inclusive na rotatória que fica entre a quadra 1 da Comendador e a rua Dirceu Hungaro, em frente à Estação de Tratamento de Água (ETA) do DAE. Ali próximo, segundo um pedestre, o sofá esquecido no meio do mato "já faz aniversário" em terreno possivelmente particular.

Uma praça grande que serve como rotatória também tem mato bastante alto, entre as ruas Doutor Antônio Prudente quadra 1 e o quarteirão 4 da José Salmen, no Centreville, região do Estoril.

Segundo Juliana Santos, no Jardim Prudência, Nova Esperança e Bauru 16 há várias áreas públicas, como praças e parquinhos, que estão com mato alto e necessitam de cuidados, bem como fiscalização em terrenos particulares e calçadas.

Na praça "Val Rai", no Núcleo Geisel, com cerca de 7 mil metros quadrados, também há a necessidade de poda rápida da vegetação. O local fica aos fundos da Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola. A reclamação foi levada por Jéssika Kelly até o gabinete do vereador Marcelo Afonso (Patriota).

Os moradores do Núcleo Octávio Rasi também aguardam zeladoria nas praças, bem como nos acostamentos da parte alta da avenida Rodrigues Alves, informou a moradora Rosângela Costa da Silva. "Vieram aqui na praça Francisca Esméria de Souza, conforme denunciamos para vocês os problemas de árvores caídas e entulhos, mas eles vieram aqui, removeram uma parte e deixaram o resto. Não entendi", reclama.

SEM FÔLEGO

A palavra "zeladoria" e a expressão "vamos arrumar a casa" foram usadas inúmeras vezes na campanha eleitoral de Suéllen Rosim (Patriota) ao Palácio das Cerejeiras e ainda seguem sendo usadas com frequência em suas redes sociais. Recentemente, o JC mostrou que a prefeitura, por meio da Secretaria de Obras, admitiu não ter "fôlego" para tapar todos os buracos do asfalto na cidade. A capinação também se mostra longe de atender toda a demanda. E o tempo chuvoso acelera o crescimento do mato.

Na ausência da totalidade de árvores replantadas, é o verde que ninguém quer ver que mais gera reclamações. Tanto que o JC tem recebido diversas queixas. No momento, três equipes com reeducandos, ligados à Secretaria Municipal de Administrações Regionais (Sear), que poderiam estar capinando também, estão reforçando a demanda de tapa-buracos da Secretaria de Obras, porque nesta pasta não tem equipes de servidores suficientes. E não há perspectiva de concurso público.

RESPOSTAS

Questionada pela reportagem, por meio da assessoria de imprensa, o município informa que aumentou para 110 pessoas o número de servidores em cada Regional para atender a manutenção diária, de segunda a sábado, bem como há três tratores e "Giro Zero" que efetuam roçadas regularmente. Sem esclarecer quantidade de bairros, prazos e sem informar endereços, a prefeitura respondeu também que a capinação será realizada por localidades onde será feita a limpeza de todas as praças e avenidas e áreas públicas. A população quer saber: "quando? Onde?".

Com relação ao aumento da taxa de multa para terrenos sujos ou com mato alto no município, de R$ 5 para R$ 8 o metro quadrado, a assessoria de comunicação da prefeitura informou nesta quarta-feira (2) que foram cerca de 337 autos de infração, dos quais 122 foram cancelados porque os proprietários limparam seus imóveis no prazo estipulado e 215 se transformaram efetivamente em multas e foram enviadas para a Dívida Ativa.

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