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A 4 dias do início das aulas, escola não está pronta para receber alunos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

A quatro dias do início das aulas, o prédio comprado pela Prefeitura de Bauru na zona Sul e que deve abrigar a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dirce Boemer Guedes de Azevedo não está pronto para receber os 430 alunos, do 1.º ao 5.º ano. A constatação é das vereadoras Estela Almagro (PT), presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, e Chiara Ranieri (DEM), presidente da Comissão de Educação, que realizaram diligência no imóvel, na tarde desta quinta-feira (3). Em nota, a prefeitura nega que haverá atrasos no início das aulas e diz que a nova sede da Emef está em fase final de adequação.

As vereadoras foram até o novo prédio da escola, na Vila Guedes de Azevedo, após receberem denúncias de pais de alunos de que as aulas não começariam na próxima terça-feira (8), como estipulado pelo município, em razão de atrasos na mudança.

Diante do apontamento e do observado, as parlamentares prometem levar o assunto para reunião pública, na Câmara Municipal, a partir das 9h desta sexta-feira (4). O encontro, que contará com a participação do Conselho Municipal de Educação, terá como objetivo debater os processos e diligências "in loco" referentes aos 16 imóveis adquiridos recentemente pela atual gestão do Executivo com recursos que totalizam o montante de R$ 34,8 milhões.

DILIGÊNCIA

Recebidas por um dirigente da Emef no novo endereço da Dirce Boemer, as vereadores concluíram que o imóvel recebeu apenas alguns mobiliários e não está pronto para receber os estudantes. Faltaria ainda a mudança de toda da cozinha, do refeitório, além dos eletrodomésticos, eletrônicos, cargas de livros didáticos, utensílios em geral e materiais de limpeza. O relato do funcionário, que preferiu não ter o nome divulgado, foi gravado pelas comissões e deve ser apresentado na reunião de hoje, na Câmara.

"Estava prevista uma força-tarefa com 20 reeducandos na semana passada para a mudança da escola, mas isso não ocorreu, porque a prefeitura mandou poucos homens. Foram apenas oito na quarta-feira e sete na sexta-feira, e eles não deram conta. E, nesta semana, mais uma vez não apareceram", aponta Estela. "Em contrapartida, esses homens foram enviados para outros trabalhos nas ruas. Ou seja, não houve prioridade com a Educação, o que caracteriza uma mentira feita aos vereadores, de que tudo estava certo, planejado e de que essa compra abrupta do imóvel se justificaria", completa a vereadora.

Chiara ressalta que as salas de aulas possuem armários e carteiras, mas não há material pedagógico. O que, segundo ela, demonstra que há uma inversão de prioridades, já que as mudanças da sede administrativa da Secretaria Municipal de Educação têm ocorrido com rapidez, do prédio da avenida Duque de Caxias para um prédio no Parque Vista Alegre. "Havia uma grande equipe trabalhando na mudança da secretaria. Eles priorizaram a sede da pasta ao invés de uma escola, que impacta na vida de mais de 400 crianças. Parece haver uma inversão de prioridades aí", critica a Chiara.

Uma das grandes dificuldades na transferência da Emef para o prédio da zona Sul é de que parte da mudança está no antigo prédio da escola, situado no Parque Bauru, e a outra metade no imóvel do Centro de Transformação e Vivências (CTV), no Núcleo José Regino, que abrigou a unidade até o ano passado.

'FASE FINAL'

Em nota, a Educação municipal diz que a nova sede da Emef "está em fase final de adequação das salas de aula e demais espaços para o início das aulas em 8 de fevereiro, mesma data do retorno de toda a rede municipal de ensino".

A secretaria explica que os alunos receberão, inicialmente, merenda seca, até que a cozinha esteja com os ajustes finalizados. "O transporte dos estudantes também será realizado da região da sede original até a nova sede, em itinerários de ida e volta, seguindo planilha com relação de estudantes elaborada pela diretoria da escola", completa o município.

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