A prefeita Suéllen Rosim (Patriota) não atenderá à solicitação do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e manterá o reajuste de 10,06% no salário e aumento de 25% no vale-compras, indo dos atuais R$ 500,00 para R$ 625,00. A resposta à pauta econômica de reivindicações foi encaminhada ao Sinserm nesta sexta-feira (4).
No documento, a prefeitura informa que não é possível ir além dos valores já propostos no mês passado. "Os reajustes no salário e no vale-compras que foram propostos levarão a um aumento de despesas, no limite do previsto no Orçamento do município. Além disso, há a necessidade de novas contratações de servidores neste ano, o que impede um índice maior de reajuste", aponta o documento. O retorno dado ao Sinserm se refere apenas às cláusulas econômicas dos pedidos da categoria. Outras solicitações gerais seguem sendo analisadas e serão enviadas ao sindicato.
A proposta do Executivo agora depende de aprovação dos vereadores para entrar em vigor. O projeto foi encaminhado à Câmara durante o recesso parlamentar, para que fosse discutido em uma sessão extraordinária, convocada por Suéllen, antes da categoria realizar a sua assembleia, em 27 de janeiro. O gesto irritou os vereadores, que questionaram o fato de a prefeita envolver o Legislativo em uma negociação exclusiva entre o Executivo e os trabalhadores.
Porém, o projeto acabou suspenso após a vereadora Estela Almagro (PT) pedir prazo para análise. Mas o prazo encerrou no último dia 2, Estela não pediu outras informações e o projeto integra a pauta da primeira sessão ordinária do ano, nesta segunda-feira (7).
CENÁRIO
Melissa Lamônica, diretora do sindicato, já adiantou que a aprovação do projeto na Câmara pode fortalecer a possibilidade de greve, apesar de a categoria estar dividida. "Estamos convocando os servidores a estarem na Câmara nesta segunda, numa tentativa de provocar a rejeição ao projeto", afirmou a diretora.
Lamônica não nega o fato de a categoria estar dividida. "Estamos há tanto tempo sem reajuste que muitos servidores preferem os 10,06% a nada", lamenta. Mesmo assim, diz que a insatisfação do servidor está tão grande que a greve não pode ser descartada. Uma nova assembleia para discutir o assunto está agendada para a quinta-feira (10). Vale lembrar que a campanha salarial continua até o dia 1 de março, data base da categoria.