As mudanças no trânsito promovidas pelas novas marginais da rodovia Marechal Rondon (SP-300), na região da Duque de Caxias, em Bauru, vem gerando reclamações de diversos motoristas, moradores e comerciantes. Isso ocorre há quatro meses. Eles citam que existe diariamente um gargalo na Vila Galvão e no Parque Paulistano, região entre o lar de idosos Vila Vicentina e a avenida Cruzeiro do Sul.
A pedido de mecânicos e proprietários de oficinas situadas nesta região, uma "espécie de Vila das Oficinas", devido a quantidade destes estabelecimentos, o JC percorreu de carro as ruas seguindo munícipes e presenciou que é necessário dar várias voltas para poder acessar trechos na parte de baixo e de cima da Duque. Os trabalhadores e clientes pedem que uma comissão da Emdurb vá até o local para vistoriar estas vias com eles (veja mais abaixo).
A maior reclamação é o fato de ter invertido a mão da rua Amazonas e fechado o cruzamento dela na Duque. O JC já testemunhou diversas motos e carros na contramão da quadra 3 da Amazonas, para acessar a Duque. E falta placa nesta esquina.
Outro erro, na opinião deles, é deixar por ali apenas a rua Paraná para cortar a Duque. Ou seja, quem erra e passa reto por ela, tem que ir até a rotatória do Jardim Marambá para poder retornar. Um idoso, inclusive, cliente de uma oficina, também reclamou disso. O semáforo da rua Paraná, inclusive, teve problema nesta semana, intensificando a dor de cabeça dos motoristas.
"CRUZEIRO ISOLADA"
Segundo Márcio José Matias de Oliveira, 50 anos, encarregado de uma oficina na rua Professor Francisco Antunes, os comerciantes estão sendo prejudicados porque os clientes estão se perdendo de carro, além do risco de colisão. Alguns estão procurando outras oficinas devido à transtornos com as ruas. Para ele, as mudanças feitas prejudicaram muito o caminho de quem também usa a avenida Cruzeiro do Sul.
"A Cruzeiro do Sul ficou isolada. O pessoal que mora lá, ou então vem por ali, tem que dar uma volta enorme para poder vir para cá. Na rua Irmã Arminda tem um pedacinho que é contramão e deveria ser sentido único, só para quem sobe. E na rua Francisco Antunes as duas quadras deveriam ser mão dupla, e não apenas uma", reclama.
"CAOS"
De acordo com Agnelo Donizete Novo, mecânico, 47 anos, os clientes estão reclamando constantemente do trecho. "Com o fechamento da rua Amazonas, os motoristas dizem que aqui o tráfego está um caos, que virou um gargalo. E para chegar até aqui é preciso se deslocar por diversas quadras, em direção ao Marambá, para depois vir até aqui. Isso, para quem está na região da Cruzeiro do Sul e precisa vir aqui para o lado de cima da Duque. Outro problema da Amazonas, aqui na quadra 5, é que está muito estreita a curva e os caminhões estão quebrando calçadas, bueiro (boca de lobo), cones e até entortando as placas. É importante a Emdurb vir aqui e ver de perto conosco", comenta.
"OLHO NO OLHO"
Os munícipes ouvidos pela reportagem querem uma reunião no local com um engenheiro de tráfego da Emdurb para que o profissional vistorie o local acompanhado deles. Um dos reclamantes até recordou que a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) vem prometendo o diálogo "olho no olho" com a população.
Procurada pela reportagem, o gerente de planejamento em sinalizações da Emdurb, Aníbal Ramalho, comentou que aquela região toda, próxima da Vila Vicentina, possui historicamente uma geometria "terrível". Reforçou ainda que o projeto das marginais e a alteração na rua Amazonas veio pronto da Concessionária ViaRondon. "Mão dupla só em último caso. Entre os motoristas darem várias voltas por ali e termos segurança, optamos sempre pela segurança. Mas estamos à disposição. Se uma comissão quiser agendar uma reunião aqui, a Emdurb está aberta para receber os munícipes", comenta o engenheiro.