A Prefeitura de Bauru gastou, nos últimos dois anos, R$ 48,3 milhões exclusivamente para o enfrentamento da pandemia na cidade. O valor é referente a repasses feitos pelos governos federal e estadual ao município, além de recursos próprios do Executivo local.
Conforme dados informados pela Secretaria Municipal de Finanças, deste total, R$ 26 milhões foram empenhados em 2020, sendo R$ 11,960 milhões em aportes da União, R$ 3,698 milhões vindos do Estado, R$ 5,557 milhões oriundos dos cofres municipais e R$ 485 mil em doações, como as feitas pelo Ministério Público e empresas.
Outros R$ 4,3 milhões vieram do auxílio financeiro concedido pelo governo federal para ações de enfrentamento à Covid especificamente nas áreas de Saúde e Assistência Social.
Já em 2021, foram desembolsados R$ 22,355 milhões, sendo R$ 11,216 milhões repassados pelo governo federal, além de mais R$ 1,9 milhão desse auxílio financeiro, R$ 1,130 milhão custeado pelo Estado, R$ 7,942 milhões destacados do Orçamento da prefeitura e R$ 166,8 mil recebidos em doações.
INVESTIMENTOS
De acordo com o secretário de Finanças, Everton Basílio, entre os principais investimentos realizados, está a contratação emergencial de médicos, por meio da Fersb, para trabalho no Posto Avançado Covid-19 (PAC). "Também investimos boa parte dos recursos para aquisição de testes de Covid e EPIs".
O titular da pasta aponta ainda que os R$ 48,3 milhões correspondem a despesas específicas para o combate à Covid-19, destacando que, em muitas ocasiões, gastos com insumos como luvas e aventais acabaram entrando no fluxo normal de compras para a área da Saúde.
"Não necessariamente foi possível separar o que foi usado para a Covid-19 ou para outras demandas. Também vale destacar que estes recursos não foram utilizados para folha de pagamento de servidores da prefeitura", acrescenta. Da mesma forma, não são computados neste montante os custos com internação no HE e no HC, mantidos pelo governo paulista.
COMPLEMENTAÇÃO
O secretário destaca que, embora a pandemia tenha sido mais grave em 2021, com maior quantidade de casos e óbitos na comparação com 2020, o aporte de recursos recebidos do Estado e da União foi menor. Desta forma, a prefeitura precisou complementar os investimentos, com ampliação do uso de verbas próprias, que saltaram de R$ 5,557 milhões para R$ 7,942 milhões de um ano para outro.
"Com o agravamento da pandemia no início de 2021, chegamos a fazer, inclusive, um projeto de lei para retirar recursos do Orçamento de algumas secretarias para o combate à Covid", esclarece Basílio, salientando, contudo, que a prefeitura tem aplicado, nos últimos anos, mais do que o percentual obrigatório, de 15%, de sua receita em Saúde. "Normalmente, ultrapassamos a casa de 20%", completa.