A diretoria do Corinthians não tem se animado com nenhum nome do mercado interno para suprir a saída de Sylvinho. A cúpula alvinegra está concentrando esforços e estudos em opções de técnicos do Exterior. Ainda não há um alvo definido.
O presidente Duilio Monteiro Alves tem sido criterioso para entender como trabalham alguns dos treinadores que estão sob discussão e também as possibilidades financeiras de cada um. A intenção é buscar o máximo de informações possíveis em um curto espaço de tempo antes de colocar uma proposta na mesa. O Corinthians tem pressa, mas não quer "errar o tiro".
O que está praticamente decidido é que o próximo técnico do clube não será um profissional brasileiro. Apesar do dinamismo do futebol, sempre ponderado, é remota a chance desse cenário mudar.
Renato Gaúcho, que chegou a ser "plano A" desta mesma diretoria, não fechou negócio em maio e, logo em seguida, acertou com o Flamengo, de onde saiu bastante criticado. O desempenho no último trabalho e a mágoa guardada fizeram os cartolas do Parque São Jorge perderem o encanto por Renato.
Cuca, além de deixar os clubes abruptamente, como fez com Atlético-MG e Santos, recentemente, foi condenado a atentado ao pudor com uso de violência na Suíça, em 1987. O Corinthians não está disposto a comprar uma briga com parte da torcida por essa contratação.
Mano Menezes, antes mesmo da chegada de Sylvinho, já havia sido descartado por Duilio, que procura um "estilo de trabalho diferente". O treinador gaúcho também não é bem avaliado pelo diretor de futebol Roberto de Andrade. "Queríamos o Tite. Não dá. Então, temos de olhar para fora também", comentou um dirigente.
BEM COTADOS
Técnicos portugueses são os favoritos, nesse momento, devido à experiência no futebol europeu aliado ao mesmo idioma dos brasileiros. Jorge Jesus foi o primeiro a ser analisado, mas os valores pretendidos e a vontade do técnico em voltar a trabalhar só a partir de maio praticamente tiraram o ex-comandante do Flamengo da lista alvinegra. Se assumir um novo clube antes de maio, Jesus perderá o salário que tem garantido do Benfica nesse período.
Paulo Fonseca, de 48 anos, ex-comandante da Roma e do Shakhtar Donetsk, e Vitor Pereira, de 53 anos, ex-técnico de Porto, Olympiacos e Fenerbahçe, são duas opções que estão livres no mercado e que foram oferecidas. Ambos estão sendo avaliados pela cúpula corintiana, mas não são os únicos.
Por outro lado, Diego Aguirre, apesar de ser estrangeiro, de conhecer bem o futebol brasileiro e de já ter sido qualificado como "a cara do Corinthians", está fora de cogitação. Durante as negociações que ocorreram em 2021, o uruguaio não facilitou, e o clube não aprovou a maneira como as conversas foram conduzidas. Duilio, por exemplo, soube primeiro pela imprensa que Aguirre não aceitaria a proposta por não abrir mão das condições financeiras pretendidas.
Hérnan Crespo, que há pouco tempo deixou o São Paulo, não interessa, pelo menos por enquanto. Crespo é interpretado no Corinthians como um técnico ainda em formação, que talvez apresente algumas das dificuldades já vividas pelo time com Sylvinho.