Geral

Caso Cohab: Justiça ouve 23 testemunhas de acusação

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Teve início a fase de instrução na ação penal que apura o desfalque milionário na Cohab. 23 testemunhas de acusação, sendo a maioria servidores ligados à contabilidade da companhia, foram ouvidas pela Justiça nesta etapa das oitivas, que aconteceu entre 31 janeiro e 4 de fevereiro.

A partir do dia 15 de fevereiro, será a vez de as testemunhas de defesa prestarem depoimentos ao juiz Fábio Bonini, da 4.º Vara Criminal de Bauru. Autoridades e várias figuras políticas da cidade, que foram arroladas pela defesa de Edison Bastos Gasparini Júnior, ex-presidente da companhia e apontado como o responsável pelo esquema que culminou com o desfalque, são esperados.

As audiências em que as oitivas têm ocorrido são realizadas em formato híbrido, ou seja, por meio online e presencial. Esta fase é importante, pois é nela em que as testemunhas irão confirmar ou não à Justiça o que já foi dito e apurado no cerne das investigações.

O JC tentou acesso aos depoimentos, mas a visualização é possível apenas pelas partes e suas defesas. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), foi acionado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o assunto.

A ação em questão tramita em primeiro grau e apura suposto crime de peculato que teria sido cometido por Edison Bastos Gasparini Júnior à frente da Cohab.

DENÚNCIA

Conforme o JC noticiou, em denúncia com 545 páginas oferecida à Justiça, em maio do ano passado, o Gaeco apontou desvios na ordem de R$ 54,8 milhões, que teriam sido feitos entre 2007 e 2019 na Cohab, período em que Gasparini era o presidente.

 O Gaeco chegou a pedir a prisão dele em 2021, mas a Justiça indeferiu. A defesa do ex-presidente alega que o procedimento investigatório que deu origem à denúncia não tem elementos probatórios de prática delitiva e que a ação penal seria de natureza política e com viés pessoal.

 

Comentários

Comentários