São Paulo - O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado entrou nesta sexta (11) com um pedido para que o Tribunal de Contas da União, o TCU, investigue os gastos da recente viagem do secretário especial da Cultura, Mario Frias, para Nova York para tratar de um projeto audiovisual com o lutador de jiu-jítsu Renzo Gracie. Frias esteve por cinco dias em dezembro na cidade americana para um encontro com Gracie. A viagem custou R$ 39 mil para os cofres públicos.
O procurador menciona no documento que há indícios de que os interesses pessoais de Frias e de seu secretário adjunto, Hélio Ferraz de Oliveira - que o acompanhou na viagem - vieram antes do interesse público. Ele chama a viagem de "extravagância".
OUTRO LADO
Frias afirmou em seu Twitter que não pagou essa quantia e que a finalidade "não foi da forma como colocaram nas inverídicas manchetes [de imprensa]".
A reportagem questionou a Secretaria de Cultura sobre o que é o projeto audiovisual que o portal cita, mas não obteve resposta.
Renzo Gracie, estrela da luta internacional da família de mesmo nome, tem uma escola de jiu-jítsu em Nova York onde já treinaram celebridades como o ator Keanu Reeves e o cineasta Guy Ritchie, ex-marido de Madonna. Gracie acaba de ser biografado pelo ex-secretário federal da Cultura, Roberto Alvim, demitido por fazer um vídeo com apologia do nazismo. "Renzo Gracie: Uma Vida Heróica" será lançado no próximo dia 14.