Política

DAE se reúne com Caixa e busca R$ 100 milhões para nova ETA

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 4 min

Nesta sexta-feira (11), o presidente do Departamento de Água e Esgotos (DAE) de Bauru, Marcos Saraiva, participou da segunda reunião com representantes da Caixa para definir os próximos passos do financiamento que vem sendo requerido para custear a implantação de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA). O projeto prevê a instalação, e não construção, de uma estação modular, em aço inox, que deverá atender as características e necessidades de Bauru. A nova ETA deve ser implantada ao lado da lagoa de captação de água, no Rio Batalha.

Com os recursos a serem financiados junto à Caixa, Saraiva estuda ainda fazer a captação de água também no Rio Tietê, o que resolveria o problema de desabastecimento da região da cidade que recebe água apenas do sistema Rio Batalha e sofre com constantes desabastecimentos. Depois do acerto com a Caixa, será preciso obter a aprovação da Câmara Municipal para o empréstimo.

A estimativa é que o projeto da nova ETA custe R$ 57,5 milhões, mas o DAE já tem aprovada uma linha de crédito de até R$ 100 milhões, recursos que poderiam garantir ainda a construção de cerca de 50 quilômetros de rede de transmissão entre o Tietê e a nova ETA. Saraiva espera ter os cálculos totais deste custo até o dia 15 de março, quando deve definir o valor exato a ser financiado junto ao banco federal.

Após 15 de março, o DAE deve lançar a licitação para compra dos equipamentos, que já vem sendo preparada, e após a aquisição terá dois anos de carência para começar a pagar pelo financiamento, previsto para 12 anos. O presidente espera iniciar o funcionamento da nova estação ainda este ano.

TAMANHO DO BOLSO

A possibilidade de captar água fora de Bauru é de 50% até que os custos desta obra sejam confirmados, de acordo com o presidente, pois a confirmação vai depender deste valor ser incluído no limite disponibilizado pela Caixa. O montante ainda precisa cobrir a aquisição de uma chácara à beira do Rio Tietê, onde seria construída a captação. "Meu dinheiro tem que dar para captar, trazer aqui e montar a ETA. Se couber dentro dos R$ 100 milhões, com certeza vou buscar (água) lá. Mas, se isso custar mais, vou buscar aqui mesmo", afirmou Saraiva.  

A nova estação é mais barata que a convencional e contará inicialmente com cinco módulos, cada um com capacidade para tratar até 140 litros por segundo, totalizando a capacidade total de produção de 700 litros litros por segundo. "A grande vantagem é ser modular, se daqui um tempo precisar de mais água, você compra mais um módulo e põe", afirmou.

Caso não seja possível captar água fora de Bauru, o plano é passar a captar em um local abaixo do ponto atual no próprio Batalha. O Plano de Águas aponta um local 22 quilômetros rio abaixo da atual lagoa de captação. Após o início da nova unidade, de acordo com o presidente, a ETA antiga poderia ser demolida e no local seria construído um reservatório com capacidade para 10 milhões de litros de água.

Segundo Saraiva, a nova tecnologia é mais barata, tem implantação mais rápida e é mais eficiente, abrindo a possibilidade de tratar a água do rio Tietê, o que não seria possível com a atual ETA. "Ao invés de fazer de concreto, serão módulos prontos com sistemas eletrônicos, totalmente computadorizados. Isso vai trazer uma economia de mão de obra, com ganho de qualidade", afirmou Saraiva. Segundo ele, a Sabesp já adotou o novo sistema.

COMISSÃO DE OBRAS

O projeto da nova ETA foi comentado pelo presidente do DAE durante uma reunião da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes da Câmara de Bauru, na última desta terça-feira (8). Para o presidente da comissão, vereador Coronel Meira (PSL), a proposta é muito positiva por garantir um serviço com maior tecnologia e mais qualidade no tratamento da água.

Por isso, o vereador defende que o investimento, que vai gerar uma nova dívida para o município, embora seja alto, será benéfico para a cidade. "Eu vejo que se não fizer investimento não tem como cumprir o Plano Diretor de Água (PDA), para fazer o dia a dia é possível, mas para algo de diferente não tem como sem investimento, e a taxa de juros para esta finalidade é vantajosa para o município. Eu entendo que é positivo porque está no PDA, que tem medidas de curto, médio e longo prazo", afirmou

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