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Motoristas enfrentam trânsito caótico em afunilamento de trevo na Rondon

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Bauruenses estão reclamando de muita dificuldade para trafegar no trecho de afunilamento entre a avenida Dr. Mario Oliveira Mattosinhos e a rua das Festas com o trevo da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), ao lado de um posto de combustíveis. O local é a saída 337 e fica próximo também de uma área de alimentação na Praça do Avião, na Vila Aviação. É a principal ligação entre a Getúlio Vargas e a Rondon. Segundo Ivan Garcia Goffi, advogado da Associação de Defesa da Cidadania de Bauru (Adeciba), a concessionária ViaRondon praticou ali uma obra ilegal, já que, segundo ele, interferiu de forma ilícita na malha viária de dentro do município.

Dois horários de pico são os mais caóticos para circular nessas vias para acessar a pista da SP-300, entre 6h45 e 8h e das 17h até 18h30. O JC constatou no local que a travessia de pedestres é muito perigosa nestes períodos. Há relatos, inclusive, de acidentes, batidas laterais, traseiras, mesmo que de baixo impacto, além de condutores se sentindo pressionados por outros veículos para acelerar e fazer o fluxo andar mais rápido.

GARGALO

Ainda segundo o advogado Ivan Garcia Goffi, a concessionária ViaRondon deixou uma das saídas mais movimentadas de Bauru com um gargalo jamais visto em nenhum trevo de nenhuma cidade. "O secretário de planejamento (Nilson Girardello) também não concorda com aquilo, mas como é algo que já vinha da gestão anterior, nada tinha sido feito até agora. Este secretário atual é mais receptivo", comenta.

Ivan Garcia Goffi acrescenta que já contatou a concessionária também, apresentando que essa obra não poderia ter sido feita, apesar das alegações de segurança, que, segundo ele, não procedem. "Uma artéria viária de duas faixas que se afunilam e viram uma, para um carro passar por vez na rotatória do trevo. Já pesquisei todos os trechos da cidade e esse é o único. Uma aberração. A ViaRondon não tem competência e autoridade jurídica, moral e administrativa para interferir na malha viária de dentro do município. Não interessa se a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) vistoriou. A obra neste trecho foi ilegal. Passam centenas ou até milhares de carros por ali no horários de pico", critica. Ele destaca que vai entrar com uma Ação Civil Pública caso o problema não seja solucionado entre a concessionária, Emdurb e Seplan.

Um comerciante do setor alimentício local, Fábio César Garcia, testemunha diariamente os riscos de acidentes. De acordo com ele, além do fluxo intenso e do afunilamento, a sinalização não é adequada. "Onde estão os trailers, as ruas são muito estreitas também. Passar de carro é bem complicado", reclama.

SEPLAN

A Secretaria de Planejamento recebeu o ofício da Adeciba e intermediou uma reunião entre a entidade e a Via Rondon. Como não houve um consenso, a Seplan solicitou reunião com a Emdurb, para verificar com a empresa o que ela pode fazer para melhorar o trânsito. O JC procurou a Emdurb, que afirmou estar à disposição de uma reunião. A data ainda não foi marcada.

VIARONDON

Já a ViaRondon, por meio de nota, informa que recebeu convite da Seplan para tratar do assunto em uma reunião. A concessionária não confirmou, porém, se participará. Em relação ao projeto, segundo a empresa, no momento da elaboração foi contemplado um estudo de tráfego detalhado e a validação dos níveis de serviço, de acordo com o preconizado nos manuais e normas pertinentes. Sendo assim, o projeto implantado foi aprovado junto à Artesp. A concessionária ressalta que seus projetos são pautados especialmente em segurança viária e redução de acidentes.

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