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Fusão de PSL e DEM, União Brasil formará maior bancada da Câmara

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 3 min

A exemplo do que deve ocorrer no Congresso Nacional, o União Brasil, novo partido criado a partir da fusão do Partido Social Liberal (PSL) com o Democratas (DEM), também passará a ter a maior bancada na Câmara de Bauru. Com a somatória dos parlamentares originários das duas siglas, seriam quatro vereadores na nova formação. No entanto, Luiz Eduardo Borgo (PSL) reafirmou que não ficará na nova legenda, resultando em três nomes no União. Atrás dele, o Partido Progressistas (PP) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) contabilizam dois parlamentares cada.

Na última terça-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, em sessão administrativa, o pedido de registro do estatuto e do programa partidário do União. A nova legenda usará o número 44 nas urnas e terá a maior bancada na Câmara. Consequentemente, ficará com a principal fatia dos fundos partidário e eleitoral, com uma verba de quase R$ 1 bilhão. A expectativa é de o partido ser reconhecido no Congresso nesta semana e os filiados já passarem a usar a nova sigla.

Mesmo que haja uma debandada de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) abrigados no PSL, a cúpula da nova legenda avalia que poderá ter pelo menos 70 deputados e seis senadores.

EU FICO!

O vereador Coronel Meira, presidente do PSL em Bauru, afirma não ver motivos para não permanecer no União Brasil. "A fusão trará um ganho muito grande para os dois partidos, principalmente em representação e fundo partidário. E eles querem novamente ser protagonistas tanto do governo do Estado quanto no governo federal", avalia.

Em relação à formação da Câmara Municipal, o vereador enxerga um cenário favorável justamente pela vantagem numérica. "A prerrogativa é ter prioridade para uma série de coisas, inclusive para comissões permanentes e comissões especiais de inquérito", avalia Meira.

EU NÃO FICO!

Já o vereador Luiz Eduardo Borgo (PSL) afirmou sua intenção em debandar da nova legenda. "Não concordo (com a fusão). Eu me filiei ao PSL em uma linha política da direita, pelo presidente da República, e o partido mudou completamente seu entendimento, sua parte programática. Estou só esperando a publicação no Diário Oficial dessa fusão para eu sair do partido. Eu não fico", declarou, apesar de não ter definido para qual partido deve migrar.

TERCEIRA VIA

O vereador José Roberto Segalla (DEM) sinalizou intenção de permanecer na nova sigla, a qual classificou como "proposta de terceira via, de combater os extremos". O parlamentar acredita ser possível conhecer o tamanho real do União Brasil apenas entre março e abril, período da janela partidária (leia mais nesta página). "Neste contexto, estão previstas as dissidências dos que não se alinharem e também a atração de novos filiados. Em princípio, não vou mudar porque pretendo avaliar todo processo, ou seja, analisar detalhadamente como tudo isso se dará na prática", afirma.

Segalla ainda lembrou que nas últimas eleições municipais DEM e PSL estiveram juntos, portanto, não vê dificuldades no Legislativo. "Entre nós existe o respeito mútuo, o consenso nas ações fiscalizatórias e a consciência da nossa responsabilidade ao representar os anseios da sociedade civil", avalia.

A assessoria da vereadora Chiara Ranieri, atual presidente do DEM em Bauru, informou que ela segue no União Brasil neste início de trabalho do partido. Outros temas, como comando do partido na cidade e eleições, ainda serão tratados com a direção estadual da sigla.

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