Copenhague - Um país assiste a médias diárias de novos casos de Covid oito vezes superiores às que registrava há dois meses. Nesse caso o que fazer? A cartilha correta incluiria a reintrodução de medidas restritivas, como a obrigatoriedade do passaporte vacinal e do uso de máscaras. Não na Dinamarca.
Autoridades nacionais de saúde suspenderam restrições e avaliam ainda encerrar a campanha de vacinação e não veem mais a necessidade de oferecer doses de reforço segundo comunicado emitido nesta sexta-feira (11).
Foram três os fatores-chave que pesaram na decisão das autoridades de saúde dinamarquesas: 1) larga fatia da população nacional já recebeu a dose de reforço; 2) o número de pessoas em UTIs tem diminuído; 3) a cifra de mortalidade geral do país está em queda desde o início deste ano.
PANORAMA
A proliferação dos casos de Covid alavancada pela variante ômicron fez com que os pouco mais de 5,8 milhões de habitantes da Dinamarca assistissem a números recordes. Depois de quase dois anos registrando média móvel de casos diários que raramente ultrapassava 3.500, a nação registra, há mais de duas semanas, médias superiores a 40 mil. Mas há o contraponto: os casos não são graves.
INTERNAÇÃO
A Dinamarca conta com cerca de 33 pacientes com coronavírus internados em UTIs, um terço da cifra observada em outros momentos da pandemia. Para os especialistas, trata-se de um claro indicativo de que o avanço da vacinação, por ora, conseguiu criar um colchão de imunidade capaz de amenizar os maiores impactos da ômicron --a cepa é responsável por praticamente 100% das internações.
O que significa que o país pode ter atingido um estágio em que a população está sendo infectada, sim, mas atingindo boa imunidade, dizem as autoridades.