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Covid: vendas dos medicamentos cloroquina e ivermectina crescem

FolhaPress
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São Paulo - Quando a ômicron começou a avançar no fim do ano passado, a procura por remédios do chamado kit Covid acompanhou o ritmo.

O número de unidades de cloroquina vendidas nas farmácias subiu de um patamar de 96 mil em novembro para mais de 103 mil em dezembro, segunda a consultoria Iqvia, que monitora o varejo farmacêutico.

Já a ivermectina, vermífugo para sarna e piolho, saltou de 1,1 milhão de caixas para 1,5 milhão na mesma base de comparação.

As vendas dos medicamentos, que não têm eficácia comprovada contra a doença, mas foram recomendados por Bolsonaro na pandemia, vinham em trajetória de queda desde o final do primeiro semestre de 2021.

O pico de venda dos dois remédios aconteceu em março do ano passado, quando o país registrava mais de 3.000 mortes diárias por Covid. Naquele mês, foram vendidas quase 470 mil unidades de cloroquina e 15,6 milhões de ivermectina, afirma a Iqvia.

O balanço de 2021 da indústria de medicamentos genéricos, que apresentou um crescimento de quase 6% em volume com cerca de 1,8 bilhão de unidades vendidas, teve um destaque no mercado de antidepressivos.

A categoria registrou crescimento de 13% na comparação com 2020, segundo relatório da PróGenércicos (associação das indústrias de medicamentos genéricos e biossimilares), com base em dados do IQVIA, consultoria que monitora o varejo farmacêutico no país.

O resultado vem na esteira do alerta sobre as questões de saúde mental na pandemia. Estudo da USP divulgado neste mês com 425 pacientes que se recuperaram das formas moderada e grave da Covid-19 observou uma alta prevalência de déficits cognitivos e transtornos psiquiátricos, em avaliações conduzidas no Hospital das Clínicas entre seis e nove meses após a alta hospitalar (leia abaixo).

Outro produto que chamou a atenção na indústria de genéricos, no segmento dos remédios para doenças crônicas, foi o medicamento para controle do colesterol, que avançou 8%, acima do desempenho da categoria no mercado farmacêutico total (4,86%), segundo a PróGenéricos.

 

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