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Após 6 meses, bomba do poço Praça Portugal volta a queimar

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

A bomba submersa do poço Praça Portugal, que reforça o abastecimento de 27 mil consumidores nas regiões do Centro e Estoril, deu problema novamente e queimou nesta terça-feira (15). O equipamento foi instalado pelo DAE e comemorado com ostentação pela prefeitura e políticos de Bauru em 17 de agosto de 2021, já que o local objetiva ter um papel fundamental na redução da dependência do sistema Batalha/ETA. Entretanto, com apenas dez dias de uso, parou. E ficou paralisado aguardando peças de reposição por 71 dias. Agora, seis meses depois, o funcionamento foi suspenso novamente.

O que preocupa o munícipe é a sequência de problemas em pouco tempo de uso. Segundo a autarquia, a previsão para o conserto da bomba do poço é para esta quarta-feira (16).

Segundo o vereador Guilherme Berriel (MDB), os contínuos reparos causam estranheza. "Muitos problemas em seis meses de uso. Eu tenho um poço que não dá nenhum problema há anos. Me incomoda os gastos que estão tendo ali, é dinheiro público", alerta o parlamentar.

O presidente da Câmara, Markinho Souza (PSDB), lamenta que isso esteja acontecendo com o primeiro poço entregue pela prefeita Suéllen Rosim. "Graças a Deus estamos em um período de chuvas e a população não vai sentir muito, mas é algo que não poderia acontecer. Tudo indica que o fato de uma única empresa não ter feito sozinha o trabalho, pode ter originado problemas. Era preciso uma responsável só para fazer começo, meio e fim. A informação que temos é que parte do serviço foi feito por uma terceirizada e parte pelo DAE", acrescenta.

VAZÃO MENOR

O presidente do DAE, Marcos Saraiva, explica que o Poço Praça Portugal teve contratempos diferentes ao longo destes meses. "Primeiramente, foram os cabos danificados, devido ao problema de fabricação. E estão ocorrendo queimas devido oscilações de energia ou raios. Precisamos analisar, mas têm ocorrido muitas quedas de energia naquela região", comenta.

Questionado sobre algum erro ter ocorrido nas fases de planejamento ou execução, Saraiva diz que não aconteceu nada de errado e que tudo estava dentro do previsto. "Algumas condições geológicas não estavam previstas. Havia um estudo que demonstrou uma vazão de água mais contundente, onde se esperavam 170 mil litros por hora, mas a vazão que ocorre é menor do que o esperado, de 106 mil. Na prática, é menos água para a população. Mas a bomba será trocada por uma reserva", finaliza.

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