Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, confirmou às 21h30 dessa quarta-feira (16) que Petrópolis teve sua pior chuva desde 1932. Já foram confirmadas 104 mortes até o início da manhã desta quinta (17), enquanto 21 pessoas foram resgatadas com vida, até a noite de ontem nas áreas atingidas da cidade localizada na região serrana do Estado.
"Foram 240 milímetros em duas horas. Foi uma chuva altamente extraordinária", disse Castro. O volume supera a média histórica atribuída a todo o mês de fevereiro que é, segundo a Defesa Civil municipal, de 238,2 milímetros. Havia registro de 26 deslizamentos. São 372 pessoas desabrigadas e desalojadas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do programa de localização e identificação de desaparecidos, recebeu solicitações para localização de 35 pessoas, mas era difícil saber quantos estavam soterrados, admitiu o governo.
Castro defendeu os investimentos feitos nos últimos anos em obras de contenção de encostas e de melhoria do asfalto e em programas habitacionais. Segundo ele, "não se resolve 40 anos em um ou dois anos", disse.
Mais cedo, ele havia dito que o apoio do governo federal seria importante. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretende estar em Petrópolis na sexta-feira (18).
ESFORÇO CONJUNTO
É uma situação quase que de guerra. Toda a nossa equipe está mobilizada: Corpo de Bombeiros, secretarias e demais órgãos do estado", afirmou o governador Cláudio Castro (PL), que está no local e participa de reuniões com secretários estaduais e com o comandante-geral dos Bombeiros.
São usados 20 caminhões, 20 retroescavadeiras, 10 escavadeiras hidráulicas, 10 carros-pipa e 5 caminhões vacoll (que suga detritos), a maioria cedida por prefeituras da região. A Delegacia do Consumidor também fiscaliza tentativa de supervalorização de preços em estabelecimentos comerciais.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que pôs toda a estrutura do município à disposição do prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo.