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Volta a chover forte em Petrópolis

Agência Brasil
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Rio de Janeiro - Já são 117 mortes confirmadas pelas autoridades municipais de Petrópolis desde a forte chuva que atingiu a cidade na terça-feira (15). Um novo deslizamento, na comunidade 24 de Maio, gerou um alerta da Defesa Civil que evacuou moradores da rua Nova no centro e suspendeu buscas de vítimas.

Até 22h não havia dados sobre novas vítimas e nem número de imóveis afetados ou interditados. A população foi orientada a se deslocar da área de risco para locais seguros. Há 25 escolas na cidade designadas pela prefeitura para receber os desabrigados.

O receio com novos deslizamentos aumenta diante da previsão meteorológica de que haveria chuva forte até a madrugada de hoje (18). O que de fato começou a ocorrer. A Defesa Civil emitiu um aviso e na noite de ontem, 14 das 18 sirenes instaladas próximas a áreas de risco da cidade foram acionadas.

Diante do alto volume de óbitos, o município abriu covas às pressas no Cemitério do Centro. Em respeito à programação dos familiares, foi descartada a realização de enterros coletivos. Conforme cronograma divulgado, entre anteontem (16) e ontem (17) aconteceram 18 sepultamentos, incluindo cinco crianças e adolescentes.

Órgãos públicos estão criando estruturas para realização de serviços de apoio à população. O Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) montou dois pontos, nos bairros Quitandinha e Alto da Serra, para emissão das carteiras de identidade e de habilitação aos moradores que perderam seus documentos. A Polícia Civil também informou que está com equipes na cidade colhendo registros de pessoas desaparecidas. Até a manhã de ontem (17), 134 nomes já haviam sido registrados, mas 15 pessoas foram encontradas em abrigos e outras duas estavam em duplicidade nas listas da prefeituras.

"Os dados serão cruzados com a relação de cadáveres do IML da região. No Colégio Estadual Rui Barbosa, os policiais localizaram três pessoas que constavam como desaparecidas", informou a Polícia Civil.

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