Regional

Sem um acordo com prefeitura, sindicato avalia greve em Bariri

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Bariri - Sem fechar acordo com a prefeitura em relação ao reajuste salarial dos servidores e aumento no vale-alimentação, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri (56 quilômetros de Bauru) avalia discutir em assembleia a convocação de greve geral.

"Como estabelece o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), fizemos reunião com o Executivo na semana passada. Na ocasião, pedimos a recomposição de apenas 4,1% do ano de 2021, enquanto a inflação estava em 5,45%", conta Gilson de Souza Carvalho, presidente do Sindicato. Segundo ele, a proposta foi negada pela prefeitura e nenhuma contraproposta foi apresentada. Carvalho diz que a administração também recusou aumento de R$ 18,00 no vale-alimentação, o que iria equiparar o valor do benefício ao recebido por funcionários da Câmara.

"O valor atual do vale-alimentação dos servidores é de R$ 567,00. Só aumentaram R$ 49,00 em relação ao ano passado, reajuste que não chega nem perto do valor de uma cesta básica atualmente", critica.

O presidente questionou, ainda, o fato de o Executivo não ter pago na folha de janeiro aumento de 3,5%, aprovado pela Câmara na última sessão do ano passado. "Enviamos protocolo pedindo explicações ao Executivo, mas seguimos sem posicionamento do prefeito", declarou.

Em nota, a Prefeitura de Bariri informou que, além do reajuste, propôs reforma administrativa à categoria. "Acerca do reajuste de 2022, foi proposto a revisão geral anual em 3,5%, além de uma pequena reforma administrativa, com reenquadramento dos empregos, a fim de torná-los mais próximos do praticado no mercado de trabalho regional, o que gerou aumento real aos servidores na ordem de 14% a 20%", declara.

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