Washington - O governo dos Estados Unidos reagiu à visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Moscou, na quarta (16), questionando o fato de o líder brasileiro ter expressado "solidariedade" à Rússia.
O presidente esteve com Vladimir Putin em Moscou, em meio à crise envolvendo a Ucrânia, que opõe os russos ao Ocidente. Antes de um almoço e de uma reunião fechada, Bolsonaro se disse "solidário à Rússia" - sem especificar a que aspecto se manifestava.
"O momento em que o presidente do Brasil expressou solidariedade com a Rússia, justo quando as forças russas estão se preparando para lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ser pior", disse um porta-voz do Departamento de Estado, segundo a agência Reuters. "Isso mina a diplomacia internacional direcionada a evitar um desastre estratégico e humanitário, bem como os próprios apelos do Brasil por uma solução pacífica para a crise."
O órgão responsável pela diplomacia dos EUA também disse que há uma "falsa narrativa" de que o governo Biden teria pedido ao Brasil para escolher entre EUA e Rússia. "Esse não é o caso", argumenta o órgão.