O motociclista Anderson Alexandre Picoloto dos Santos, de 36 anos, morreu em Bauru, na manhã desta sexta-feira (18), após cair dentro de uma cratera, na via de acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da avenida Rodrigues Alves, que liga o trecho à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Jaú). A fissura, com cerca de seis metros de largura e quatro de profundidade, foi aberta em janeiro por conta das fortes chuvas (leia mais nesta página). O local passa por obras e está sinalizado e interditado nos dois sentidos.
O corpo foi localizado por volta das 6h30 pelo vigia da obra, que acionou a concessionária responsável pelo trecho, a Eixo SP. A moto e a vítima estavam submersas no córrego Vargem Limpa. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o condutor trafegava sentido Octávio Rasi e caiu na cratera, batendo do outro lado do barranco. A perícia esteve no local e a motocicleta foi removida por volta das 9h30, com auxílio de um guincho. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal de Bauru (IML).
O velório está sendo realizado na sala 1 do Centro Velatório Terra Branca no Mary Dota. O sepultamento será neste sábado (19), em horário e local a serem definidos pela família.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o homem era morador da zona norte de Bauru. "O local está bem sinalizado, foi amplamente divulgado na imprensa. Me parece que tinha um monte de terra recentemente, um caminho ligando os dois lados da pista, fazia parte do aterramento. Então, provavelmente as pessoas estavam usando de forma equivocada para passar", afirma o Capitão Gabriel Eleuterio, comandante da 1.ª Cia da Polícia Militar Rodoviária. Segundo a Eixo SP, tais passagens foram formadas pelos próprios moradores, representando risco de acidentes graves, contrariando as insistentes recomendações.
INSISTÊNCIA
A via de acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles possui um primeiro ponto de sinalização e interdição a cerca de um quilômetro e meio antes do local do acidente. Outra barreira está montada a cerca de 50 metros da cratera e conta com defensas metálicas e tubulações de concreto, além de placas.
Apesar dos graves riscos, moradores insistem em atravessar a cratera pelas marginais, usando pedaços de concreto que restaram, assim como uma tubulação. "Tem muita gente que passa até com criança no colo. A gente fala para não fazer isso, mas a pessoa ainda acha ruim", afirma um funcionário de uma das empresas das imediações, que prefere não se identificar.
A concessionária lamentou o ocorrido e informou que os profissionais diariamente alertam os populares a respeito do acesso proibido no local, indicando inclusive sobre o risco de morte. Conforme noticiou o JC no último dia 9, o engenheiro civil e superintendente da Eixo SP, José Geraldo de Andrade, chamou atenção para o risco de desmoronamentos na região e fez apelo para motoristas não passarem por lá. "Muita gente não tem respeitado a sinalização", lamenta.
DESVIO
Segundo a Eixo SP, devem ser utilizados os desvios pelas ruas Nilton Salmen e Vereador Osmar Polido - esta última é referência ao condutor que segue pela Comandante João Ribeiro de Barros em direção ao Distrito Industrial ou Centro. Estimativa é de quatro meses e meio para o término da obra.