Caros leitores, em 29 de outubro de 1911, a cidade do Rio de Janeiro recebia mais um habitante, o ilustre Nelson Antonio da Silva, mais conhecido como Nelson Cavaquinho... Cantor, compositor, violinista e cavaquinista (daí seu nome), foi um dos seis filhos da lavadeira Maria Paula da Silva, que teria origem índia e paraguaia, e de Brás Antonio da Silva - um contramestre negro da Banda da Polícia Militar, onde tocava tuba. Dia 18 de fevereiro deste ano, completam-se 36 anos de sua morte, em 1986. Contemporâneo dos grandes mestres da música brasileira e da vida boêmia Carioca, tais como Cartola, Lamartine, Pixinguinha, Noel, Zé Keti, Francisco Alves (o Rei da Voz), Ismael Silva, Almirante, Nelson Sargento, Lupicínio (no Sul), entre tantos outros...
Nos deixou algumas composições maravilhosas como "A flor e o espinho" (Tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor...) e "Folhas Secas" (Quando eu piso em folhas secas, caídas de uma mangueira, penso na minha escola e nos poetas da minha Estação Primeira... ). Desfilou pela sua querida escola, a Mangueira, no carnaval de 1985, pouco tempo antes de sua morte. Assim como Lupicínio, cantava a dor de cotovelo, Nelson Cavaquinho era o cantor da melancolia e da angústia existenciais ...
Grandes intérpretes imortalizaram suas canções, lembramos mais recentemente Beth Carvalho, Clara Nunes... e em épocas passadas Cyro Monteiro Dalva de Oliveira e a inesquecível Elizeth Cardoso - a Divina - (anos 40 , 50 , 60...). Sua música "Juízo Fina" foi gravada por Clara Nunes, que nos deixou saudades, pela sua voz maravilhosa e pela sua beleza. A grande intérprete Dalva de Oliveira gravou "Palhaço", outra composição sua. Nelson Cavaquinho contribuiu para a formação deste nosso acervo interminável da Música Popular Brasileira.