Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (PL) reconheceu nesta sexta-feira (18) que foi alvo de críticas por sua viagem à Rússia e disse que a missão "não foi para tomar partido de ninguém". A viagem do chefe do Executivo ocorreu em meio à escalada de tensões entre Rússia e Ucrânia. Ele esteve com Vladimir Putin na última quarta (16).
"Até falei que o mundo é nossa casa e que Deus está acima de todos. Falei uma mensagem de paz. Não foi para tomar partido de ninguém", disse o presidente, durante sua transmissão semanal. "Alguns levaram para um lado, 'não devia fazer isso, não devia fazer aquilo'. Teve bastantes críticas." O presidente repetiu o que já havia dito nesta semana, de que guerra não interessa ninguém.
O presidente também reafirmou que não tratou sobre o conflito com Putin. Bolsonaro não citou diretamente a reação negativa dos Estados Unidos à sua fala de que é "solidário à Rússia" --sem especificar a que aspecto se manifestava.
Na tarde desta sexta (18) , a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, fez críticas à fala de Bolsonaro sobre solidariedade. "Eu diria que a vasta maioria da comunidade global está unida em sua visão de que outro país tomando parte de sua terra, aterrorizando seu povo, é certamente algo não alinhado aos valores globais. E então, penso que o Brasil pode estar do outro lado em que a maioria da comunidade global está."