Articulistas

O desequilíbrio dos poderes

Gregório José
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil é um país do contrassenso. Tem três poderes constituídos - Executivo, Legislativo e Judiciário. A decisão final deveria ser do Poder Executivo, que é aquele que irá fazer com que as obras, o avanço e o progresso devam chegar em determinados locais.

O Poder Legislativo deveria criar leis em benefício de um povo e, aí sim, fiscalizar o que o primeiro está fazendo, como está e em que celeridade e confiança. Já o terceiro deveria, por sincronia, dizer se isto ou aquilo está em conformidade com a lei prevista pelo segundo.

Mas os detentores do chamado Poder Executivo ficam reféns dos legisladores.

Estes exigem cargos para os apadrinhados (que votaram neles), serviços de máquinas e equipamentos em pequenas obras e favores para votar as leis que o Executivo encaminha ao Legislativo.

E isso ocorre de norte a sul, de município rico a município miserável e sem recursos algum. Passando pelos governos estaduais e desaguando no federal. E, no federal, são duas casas cobrando e pedindo cargos na máquina administrativa.

São nomeações aqui e ali de pessoas, alguns empresários (ou filhos, parentes, amantes) que sequer aparecem nos postos onde estão nomeados. E, o pior, é que existem mais cargos para serem nomeados do que ocupantes concursados. E isso nas três esferas. Como é possível existir um poder central onde os outros dois mandam e desmandam? Impossível para qualquer governante do Executivo fazer algo para um povo se os algozes que se dizem aliados cobram, pedem, clamam e, quando não são atendidos, votam contra.... Não contra o governante, mas contra o povo.

Vejam as barganhas que acontecem nas câmaras municipais, onde os prefeitos precisam que os presidentes, que detêm o poder da caneta em suas mãos, colocam ou travam projetos e mudanças. É preciso uma nova legislação onde cada um tenha, de fato, seus papéis definidos.

Que os vereadores sejam assalariados e não se perpetuem em cargos. Que os deputados estaduais recebam por sessões que comparecem. E que os federais não tenham tantos assessores e vantagens como é hoje.

Os senadores que, de fato, defendam seus estados e não barganhem cargos para as amantes de uns e outros. Já os juízes, primeiras, segundas e nas esferas federais, tenham cargos por tempo determinado e sem tantas vantagens.

Nada de serem indicados por uns e outros. Que passem por concursos ou eleições. E que sejam por períodos pré-definidos. Nada de, se errarem, serão aposentados.

Se errarem, devem ser excluídos sem benefício algum pago pelo povo.

Chega de corporativismo no Brasil!

O autor é jornalista/radialista/filósofo.

Comentários

Comentários