Berlim - Em seu discurso à população da Alemanha, o primeiro-ministro do país, Olaf Scholz, condenou nesta quinta-feira (24) a invasão da Ucrânia comandada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que poderia "apagar um país inteiro do mapa".
"Somos testemunhas do início de uma guerra de uma magnitude que não vimos na Europa em mais de 75 anos", disse o premiê, em referência à Segunda Guerra Mundial,. "Esta é uma tentativa de mudar com o uso da força as fronteiras na Europa, talvez inclusive apagar um país inteiro do mapa", acrescentou.
Para evitar tal desdobramento, o premiê disse que o Ocidente irá deslocar todos os recursos disponíveis para garantir que o conflito não se espalhe da Ucrânia para outros países do continente.
"Putin não deveria subestimar a determinação da Otan [aliança militar ocidental] de defender seus integrantes. Isso se aplica expressamente aos nossos parceiros nos Estados Bálticos, Polônia e Romênia, Bulgária e Eslováquia. Sem 'ses' ou 'mas'."
Scholz também responsabilizou exclusivamente Putin, e não o povo russo, pelo ataque, mas que o mandatário "não iria ganhar". "Com o ataque na Ucrânia, o presidente Putin quer voltar no tempo. Mas não há volta para o século 19, quando grandes poderes governavam acima dos líderes de Estados menores."
PROTESTOS
Todas as principais capitais da Europa, Berlim, Madri, Paris, Londres, tiveram manifestações contrárias à ação do governo russo. Muitas delas fazendo analogia de Putin com Hitler. Mas houve também protesto na própria rússia, onde a população não parece ter dado 100% de aval ao líder. As manifestações ocorreram em 44 cidades e a polícia de Vladimir Putin fez ao menos mil prisões em Moscou, de acordo com o monitor de protestos OVD-Info