Washington - O governo dos EUA passou semanas alertando que a Rússia pretendia invadir o país vizinho. A pressão dos EUA para que isso não ocorresse, no entanto, não funcionou, e Putin enviou tropas ao país vizinho nesta quinta (24). O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou novas sanções contra a Rússia nesta quinta (24), em resposta à invasão da Ucrânia. Haverá restrições envolvendo transações do governo russo em moedas estrangeiras e bloqueios aos ativos dos quatro grandes bancos russos, incluindo o VTB.
Com a medida, estes bancos não poderão mais fazer negócios com empresas dos EUA e terão seu patrimônio nos EUA congelado.
Biden anunciou as medidas em um discurso na Casa Branca. "Vamos limitar a capacidade da Russia de fazer negócios envolvendo dólares, euros, libras e ienes", disse, sem dar detalhes ainda, citando as moedas dos EUA, União Europeia, Reino Unido e Japão.
No entanto, a Rússia tem cerca de US$ 600 bilhões em dólares, e não precisa levantar dinheiro no mercado externo para financiar seus pequenos déficits. Nos últimos anos, sua dívida externa diminuiu, como consequência da dificuldade de realizar operações no exterior, trazida por sanções anteriores.
AMÉRICA LATINA
Vários líderes da América Latina expressaram, nesta quinta-feira (24), repúdio às recentes ações militares russas em solo ucraniano e defenderam uma solução pacífica para o conflito.
Governos de Colômbia, Argentina e Chile foram um dos mais enfáticos e pediram para que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pare de atacar o país vizinho, enquanto outros presidentes pediram a paz, mas sem citar diretamente o Kremlin.
Iván Duque, da Colômbia, rechaçou no Twitter "o ataque premeditado e injustificado realizado contra o povo ucraniano por parte da Rússia". Ele ainda disse que as ações de Moscou "não só atentam contra a soberania [ucraniana], mas também ameaçam a paz mundial".
Cuba e Venezuela não se pronunciaram.