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Prefeitura faz contagem de cães e avalia combate à leishmaniose

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental (DVA), está realizando uma contagem de cães com tutores em bairros estratégicos da cidade para estudar a implementação de políticas - que ainda estão em planejamento - de controle da leishmaniose no município. Nesta semana, aproximadamente 15 servidores contabilizaram os animais dos entornos das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Vila Ipiranga e Jardim Jussara. As regiões foram selecionadas pois "estão dentro de áreas estratégicas de controle de transmissão". Segundo o Executivo, a quantidade de cachorros com tutores está dentro do estimado para as áreas analisadas, porém, apesar de os dados já terem sido compilados, eles não serão disponibilizados no momento. Além disso, a prefeitura não tem um levantamento de casos de leishmaniose em animais.

"O levantamento da quantidade de cachorros faz parte de uma ação que está em fase de planejamento e organização, mas que não será implementada agora. Logo, não é possível divulgar nada ainda, já que a ação pode nem se concretizar", informou a prefeitura, por meio de nota.

Mesmo assim, o município destaca que, mais adiante, é possível que outros locais também sejam alvo de levantamento também para análise de ações estratégicas de combate. Vale ressaltar que a contagem não é um censo animal e que tal levantamento é de responsabilidade do IBGE, que realiza pesquisa por amostragem.

DOENÇA

A leishmaniose é uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos e vice-versa, sendo o mosquito-palha o vetor.

Para se ter uma ideia, em Bauru, foram diagnosticados seis casos da doença em 2020, com uma morte. Já no ano passado, foram dois casos, sendo que um deles resultou em óbito. Até o momento, não houve registro em 2022.

Nos cachorros, a doença é uma infecção parasitária causada por protozoários que ataca o sistema imunológico do animal e, se não tratada, tende a evoluir para quadros mais graves, podendo, inclusive, levar à morte.

Os sintomas mais comuns nos animais doentes são aumento de volume dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pelo, úlceras e descamação da pele, emagrecimento e atrofia muscular, hemorragias nasais, anemia e alterações nos rins, fígado e articulações.

Para prevenir que os cães sejam contaminados, é possível vaciná-los, ou usar coleiras repelentes.

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