Economia & Negócios

Matéria-prima local impulsiona as pequenas marcas de beleza limpa

Marina Costa
| Tempo de leitura: 1 min

Pequenas e médias marcas brasileiras estão se consolidando no mercado de beleza limpa, baseado em cosméticos feitos com ingredientes naturais, sem ativos sintéticos ou de origem animal. As fórmulas priorizam matérias-primas fornecidas por produtores locais ou, em alguns casos, cultivadas pela própria marca.

Por razões diferentes, este universo faz parte da vida das fundadoras da Care Natural Beauty antes mesmo do início da marca, em 2018. Patrícia Camargo, 38 anos, repensou a rotina de cuidados após trabalhar no setor jurídico de uma multinacional de cosméticos, enquanto Luciana Navarro, 40, encontrou uma opção para se maquiar durante a quimioterapia, seguindo a recomendação médica de evitar produtos tradicionais.

Juntas, reuniram dermatologistas, farmacêuticos e maquiadores para desenvolver formulações limpas. No lugar de compostos sintéticos, entraram matérias-primas naturais, como açaí e pracaxi.

"Quando nem se falava tanto em comunidade, em empresas nativas digitais, a gente já criava isso com as nossas consumidoras. À medida que usaram os produtos, viram que podem confiar, que eles fazem efeito na pele. A recomendação boca a boca foi fundamental no começo", conta Patrícia Camargo.

Tem também quem plante parte dos ingredientes de suas fórmulas. É o caso da Bisyou, fundada em 2020, que produz tomilho, componente de seu preenchedor facial sem agulhas, em Sorocaba.

Para testar a qualidade deste produto, o primeiro vendido pela empresa (que hoje tem mais dois no portfólio), a Bisyou primeiro conversou com dermatologistas, influenciadores e consumidores.

"Conforme as pessoas testaram e viram o resultado, começaram a ser advogadas da marca, dizendo que o produto funciona. Tinha aprovação da Anvisa, testes de eficácia e, com o consumidor aprovando, a gente passou a crescer nesse mercado", diz a engenheira química Carolina Viudes, 28 anos, fundadora.

Comentários

Comentários