Morreu aos 89 anos, em Bauru, neste último domingo (27), o padre bauruense Wilson Schubert. Religioso emérito e que dedicou grande parte do sacerdócio aos vicentinos, ele morreu de causas naturais e foi encontrado já sem vida no apartamento onde morava, na região do Jardim Marambá.
O corpo foi velado nesta segunda-feira (28) na Paróquia Sagrada Família, onde dezenas de fieis foram prestar suas homenagens ao padre Schubert. Uma missa exequial, presidida pelo bispo dom Rubens Sevilha, contou com a presença de vários padres da cidade que também deram adeus ao colega de sacerdócio. A cerimônia antecedeu o sepultamento, que ocorreu às 17h, no tumulo da Diocese de Bauru, que fica no Cemitério Jardim Ypê.
Bauruense criado no bairro Bela Vista, Wilson Schubert se tornou padre ainda na juventude, com ordenação recebida na paróquia Santo Antônio. Ele atuou por alguns anos como pároco da igreja Santa Rita.
"Era um dos nossos padres mais antigos, marcou a vida de muitos bauruenses e deixou um legado. Mesmo após se aposentar, aos 75 anos, o padre Schubert manteve algumas atividades, porque gostava de ajudar, inclusive em celebrações. Ultimamente é que ele estava mais recluso", comenta o bispo dom Rubens."Mas morte é uma porta que se fecha para essa vida e se abre para outra, a eternidade é o que dá sentido à existência, que continua", completa o bispo.
VILA VICENTINA
Pároco da Sagrada Família, o padre Anderson Luís Moreira conta que conheceu o padre Schubert há pouco mais de 10 anos na igreja da Vila Vicentina, onde Schubert ficou por muitos anos.
"Ele tinha forte atuação lá, inclusive com atividades sociais, e me ajudou muito no início da minha jornada", comenta o padre. "E não foi só a mim, a palavra dele auxiliou muita gente. Tanto que, hoje (ontem), várias pessoas passaram pelo velório para prestarem seu último agradecimento. O padre Schubert sempre tinha uma orientação a fazer, uma palavra de fé e motivação, mesmo se você o encontrasse dentro de um supermercado", completa o padre Anderson.
Entre os fieis que acompanhavam a cerimônia fúnebre estava a vicentina Maria Rosa Milano, que há 20 anos acompanhava o trabalho de Schubert.
"Ele era uma figura carismática e uma paz em pessoa para conversar. Me orientou muito na vida. Sua presença fará falta", lamenta a fiel.
Familiares do padre Schubert também se despediram. "Meu irmão viveu pelo sacerdócio e fez muito por muita gente", finaliza Waldir Schubert.