Longe do cargo de secretário de Saúde desde janeiro deste ano, atualmente, o vice-prefeito Orlando Costa Dias tem atuado de forma bem diferente de quando assumiu a pasta, no início da gestão. Nesta nova fase, ele adotou o papel de mediador do governo, como pretendia quando foi eleito.
Agora, o vice tem estreitado a relação com os moradores com o intuito de buscar soluções às demandas apresentadas. "Foi para isso que eu acreditei que estava sendo eleito. Mas, quando piorou a pandemia e nós estávamos fechando o nosso secretariado, não tínhamos quem quisesse ser secretário de Saúde. Então falei para a prefeita que assumiria o ônus por um período", reiterou.
Para ele, estar à frente da Saúde o impediu de inteirar-se dos outros setores da gestão, o que agora pretende fazer. "O ano passado, eu fiquei totalmente à margem. Há pouco tempo, o vice-prefeito era uma pessoa que ninguém sabia. Quero ser mais participativo", ponderou. Em sua opinião, a atual secretária Alana Burgo tem se saído bem à frente da secretaria.
Há algumas semanas, Orlando se dedica ao "Fale com o vice". A partir da implementação do projeto, passou a atender, diariamente, durante duas horas, todos que o procuram no Palácio das Cerejeiras. A proposta é ouvi-los e contribuir com a solução de problemas. "Tento intervir facilitando alguma coisa dentro do que é possível", destacou.
Embora agora esteja atuando como pretendia quando se elegeu como vice-prefeito, Orlando Dias afirma que sua maior dificuldade, neste novo momento, tem sido se adaptar à rotina mais tranquila. "Quando eu entrava na Secretaria de Saúde, quando percebia, já era 16h ou 17h. Aqui não. Agora, eu consigo tomar um café, ter mais tranquilidade", comentou.
FERSB
Em relação ao legado na Saúde, o vice continua apoiando a existência da Fundação Estatal Regional de Saúde da Região de Bauru (Fersb). No entanto, acredita que o município não deva ter apenas uma opção na prestação dos serviços de Saúde: além de diversificar as contratações ainda precisa assumir uma fatia maior do atendimento, defende.
"Este é o ideal (não ter hegemonia), para (a cidade) não ficar na mão de uma empresa ou de uma Organização Social (OS). Assim vê quem é melhor e tem a condição de comparar", finaliza.