Paris - O Parlamento Europeu aprovou, em sua sede em Estrasburgo, na França uma resolução em que condena a Rússia por atacar militarmente a Ucrânia. Ao concluir que o governo russo, liderado pelo presidente Vladimir Putin, agiu de forma "injustificada", desrespeitando regras internacionais em vigor desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os eurodeputados aprovaram que os países que integram a União Europeia apliquem sanções severas conjuntas contra a Rússia e também contra Belarus, cujo presidente, Alexander Lukashenko, é acusado de apoiar Putin.
A resolução foi aprovada com 637 votos a favor, 13 contra e 26 abstenções, em uma sessão plenária extraordinária marcada pelo pedido de mais apoio do presidente da Ucrânia.
Em vídeo, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, fez um apelo para que a União Europeia ajude as forças de resistência de seu país a lutar contra as tropas militares russas.
"A Ucrânia fez a opção pela Europa. É este o caminho que gostaríamos de seguir e eu gostaria de ouvir de vocês [líderes políticos europeus] que a escolha da Ucrânia pode ser confirmada", declarou Zelensky, afirmando ter ficado satisfeito com a defesa da inclusão da Ucrânia na União Europeia feita poucos minutos antes pela presidenta do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que, em seu discurso, condenou a ação militar russa.
Ao fazerem coro à presidente do Parlamento, os eurodeputados manifestaram apoio ao ingresso da Ucrânia na União Europeia.