Nova York - A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução condenando a invasão da Ucrânia pela Rússia, por 141 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções.
Os votos contrários foram de Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e a própria Rússia. O grupo que se absteve inclui China, Índia, África do Sul, Irã, Cuba, El Salvador, Nicarágua, Sudão e Uganda, entre outros.
A resolução foi proposta conjuntamente por 95 dos 193 países do colegiado. O Brasil não se juntou ao grupo dos proponentes, mas votou a favor da medida.
Outros 12 países, incluindo a Venezuela, não participaram da votação por estarem ausentes da sessão ou porque estão com o direito ao voto suspenso. É o caso de governos com dívidas elevadas nas contribuições para a manutenção da ONU.
Além de condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, o documento reafirma que nenhuma aquisição de território por ameaça ou uso da força deve ser reconhecida como legal.
A resolução reafirma a independência da Ucrânia e sua integridade territorial e deplora o envolvimento de Belarus no conflito. A Assembleia-Geral, no entanto, não pode aplicar medidas, como sanções ou envio de missões de paz.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o governo russo reconheceu o presidente Volodimir Zelenski como presidente da Ucrânia, em uma sinalização de mudança no posicionamento do país frente à crise. O chanceler também citou como um "passo positivo" o fato do ucraniano pedir garantias de segurança nas negociações, que poderão ser retomadas nesta quinta-feira.