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Igreja faz 102 anos e utiliza tecnologia para evangelizar

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta segunda-feira (7), a Primeira Igreja Batista (PIB) completa 102 anos de fundação em Bauru, mostrando vocação para se adaptar aos novos tempos. No contexto da pandemia, atravessou mais de um ano e meio de portas fechadas para cultos presenciais. Por isso, passou a investir mais em tecnologia e, hoje, conta até com aplicativo de celular para se comunicar com os fiéis. Para celebrar a data, cultos especiais estão sendo realizados neste final de semana com presença de um pastor convidado (leia mais abaixo).

Através do aplicativo, os fiéis têm, na palma da mão, os horários dos cultos e o link direto para o canal no Youtube, no qual todas as celebrações são transmitidas ao vivo. Além disso, é possível encontrar hinários e a chave Pix para dízimos e ofertas. "Nós já nos atentávamos à tecnologia, mas, com a pandemia, passamos a dar mais importância", comenta o presidente da PIB, Alcides Martins Filho. Ele ainda destaca os investimentos feitos em equipamentos de som e vídeo. "Nossos cultos chegam a ter até 300 pessoas online assistindo", comemora.

Seguindo as restrições sanitárias dos governos estadual e municipal, os cultos presenciais só foram retomados no segundo semestre do ano passado. Ainda assim, adaptar-se e utilizar as novas tecnologias é um caminho sem volta, no bom sentido, avalia o pastor titular da PIB, Hebert Korps Martines Soler. "O foco da nossa igreja é cuidar das pessoas. Com a pandemia, ficamos limitados. Por isso, buscamos criar todos os canais possíveis para nos mantermos próximos aos nossos fiéis", afirma. Além do aplicativo, boa parte dos cerca de 450 membros da igreja comunica-se por meio de grupos de WhatsApp.

Essa é a segunda pandemia que a PIB atravessa. A primeira foi da gripe espanhola, a qual também limitou as atividades religiosas ainda no começo do século 20 (leia mais abaixo).

MENSAGEM

Se, por um lado, a forma de se comunicar vem mudando, por outro, a mensagem a ser transmitida segue inalterada, garante o pastor Soler. "O ser humano permanece o mesmo, com as mesmas necessidades. Nosso papel enquanto religião é ajudar a estruturar a vida das pessoas, das famílias, para viverem em harmonia. Seguimos pregando o amor de Jesus Cristo", explica.

Outra frente de atuação mantida pela instituição é um trabalho de recuperação de dependentes químicos. Batizado de Cristolândia, o sítio atende cerca de 60 pessoas em Piratininga, cuja permanência é livre. O nome é um contraponto ao termo "Cracolândia", explica o presidente da PIB. "É um lugar onde resgatamos essas pessoas. Elas passam por acompanhamento até serem ressocializadas. Lá, elas trabalham e participam de atividades terapêuticas e religiosas", conta Alcides.

 

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