Internacional

Primeiro cessar-fogo na Ucrânia para saída de civis foi frustrado


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Londres - Autoridades russas e ucranianas trocaram acusações neste sábado (5) em torno do não cumprimento do acordo para cessar-fogo parcial na Ucrânia. Mais cedo, Moscou disse que interromperia os ataques para estabelecer os chamados corredores humanitários e permitir a fuga de civis.

O desrespeito ao período de trégua fez a Ucrânia adiar o plano para a retirada de pessoas nas cidades de Mariupol e Volnovakha, no sudeste do país. Em meio à troca de acusações, autoridades ucranianas afirmam que as negociações com Moscou para a saída de civis continuam.

Os ataques colocam a viabilidade de um cessar-fogo em dúvida. Também deixaram no ar se haveria o terceiro encontro entre as partes para tentativa de um acordo de paz.  É a primeira vez que os ataques segundo os russos são interrompidos desde o início dos conflitos, em 24 de fevereiro.

O acordo teve início às 10h no horário de Moscou (4h em Brasília) e valeria somente para as cidades de Mariupol e Volnovakha.

PREFEITO NEGA

O prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko, disse que a cidade era alvo de "ataques implacáveis" e que estava "bloqueada" pelos militares russos. Os moradores da região estão sem água e eletricidade desde quinta (3).

"Por enquanto estamos procurando soluções para os problemas humanitários e todas as formas possíveis de tirar Mariupol do bloqueio", disse Boichenko. Além da retirada de civis, autoridades também planejam levar remédios e outros suprimentos básicos à cidade.

O governo ucraniano planeja a retirada cerca de 200 mil pessoas em Mariupol e de outras 15 mil em Volnovakha. Segundo a RIA, agência russa de notícias, os civis terão cinco horas para cruzarem os corredores humanitários enquanto os disparos estiverem interrompidos.

 

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