Tribuna do Leitor

Março de 2022 - tempo de resistência democrática

Majo Jandreice - Pres. do Comitê PCdoB - Membro da União Brasileira de Mulheres
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Mais um dia 8 de março que chega. Dia Internacional da Mulher, data em que lembramos as nossas lutas e reafirmamos nossa disposição de construir um mundo mais justo, sem preconceitos, sem violência, de oportunidades e com trabalho e remuneração dignos para as mulheres.

Vivemos um momento no mundo de expetativas, apreensão em relação a inúmeros conflitos e neles as mulheres e crianças são as principais vítimas.

O 8 de março no Brasil será de resistência democrática contra Bolsonaro e seu governo conservador. Impossível não relacionar a luta das mulheres com a necessária derrota de Bolsonaro nas próximas eleições. Ele é um entrave aos avanços e, mais do que isso, é responsável pelas inúmeras perdas que tivemos, de vidas, de direitos, de uma existência digna.

A situação política e econômica que vivemos nos impõe a construção de um 8 de março em que os setores mais amplos da sociedade estejam com os mesmos objetivos. Precisamos de alianças com quem se indigna com o fato de que as mulheres compõem o espectro dos 70% da população mais pobres do planeta; com aqueles que compreendem que, no Brasil, as mulheres são a maioria dos 51 milhões que viveram abaixo da linha da pobreza nos últimos dois anos, e dos mais de 10 milhões que passam fome.

A UBM (União Brasileira de Mulheres) e a CMB (Confederação Brasileira de Mulheres) lançaram o manifesto "Mulheres contra a política de morte: Bolsonaro nunca mais". Da mesma forma, outros manifestos foram lançados e assinado por mais de 40 entidades que pedem por um Brasil sem machismo, racismo e fome.

São entidades que lutam pela unidade na "construção de um 8 de março em aliança com setores mais amplos da sociedade: movimento de mulheres, trabalhadoras, juventude, partidos; enfim, com todos os que se associam às pautas democráticas".

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